quinta-feira, 2 de março de 2017

Dica de Leitura


Aitvidades Estrutura narrativa

EMEF Prof Fernando Pantaleão
Língua Portuguesa – Análise textual – Estrutura Narrativa – Gênero Conto 
 6º Ano – 1º Bimestre /2017

CONSTRUINDO OS SENTIDOS DO TEXTO

Leia o texto abaixo e responda as perguntas.

 Histórias para o Rei

Nunca podia imaginar que fosse tão agradável a função de contar histórias, para a qual fui nomeado por decreto do Rei. A nomeação colheu-me de surpresa, pois jamais exercitara dotes de imaginação, e até me exprimo com certa dificuldade verbal. Mas bastou que o rei confiasse em mim para que as histórias me jorrassem da boca à maneira de água corrente. Nem carecia inventá-las. Inventavam-se a si mesmas.
Este prazer durou seis meses. Um dia, a Rainha foi falar ao Rei que eu estava exagerando. Contava tantas histórias que não havia tempo para apreciá-las, e mesmo para ouvi-las. O Rei, que julgava minha facúndia uma qualidade, passou a considerá-la um defeito, e ordenou que eu só contasse meia história por dia, e descansasse aos domingos. Fiquei triste, pois não sabia inventar meia história. Minha insuficiência desagradou, e fui substituído por um mudo, que narra por meio de sinais, e arranca os maiores aplausos.

                                                                                             ANDRADE, Carlos Drummond de. Histórias para o Rei. Rio de Janeiro: Record, 1999.....

I . Entendendo elementos contextuais.

a) Quem é o autor do texto?
b) Quando o texto foi escrito?
c) Para quem você acha que o texto foi escrito?
d) Que outras pessoas poderiam ler um texto como este?
e) Para que você acha que o texto foi escrito? Ou seja, qual é o objetivo do texto?
f) Onde podemos encontrar um texto como este?
g) Onde este texto foi publicado? É possível reconhecer isto no texto?

II .  Entendendo a organização da história e como ela pode ser escrita.

1) Leia o texto novamente e faça as atividades abaixo.
a) Quantos parágrafos há no texto?
b) Que tipo de informações aparecem em cada parágrafo?
c) Quem participa da história, ou, a quem a história se refere?
d) A história é contada por alguém? Quem?
e) Onde a história acontece?
f) Quando a história acontece?
g) Que palavras mostram o tempo em que acontece a história?
h) Como a história se inicia?i) Qual é a situação problema da história?
j) Como a história termina ou como o personagem resolve o problema na história?

2) Volte ao texto e relacione as informações de acordo com cada parágrafo:

1º. Parágrafo    -   2º parágrafo

(      ) A rainha reclamou ao rei que o contador de historias estava exagerando e este foi substituído por um mudo.

(        ) O personagem é convidado a narrar histórias para o rei. 2º. Parágrafo
(        ) A confiança do rei fez com que a personagem desenvolvesse a habilidade de contar histórias.
(        ) O personagem ficou muito triste ao ver sua qualidade se tornar um defeito.

3) Você saberia dizer por que a palavra “pois” está sendo usada nas linhas 2 e 9 no texto? Ela está sendo usada para fazer o que no texto?

 4) E qual o sentido da palavra “mas” na linha 3? Por que ela está sendo usada ali?

5) Você acha que a história está sendo contada em um tempo presente, passado ou futuro?  

6) Como podemos reconhecer isto? Identifique cinco palavras que podem nos mostrar em que tempo a história está sendo contada.

7) Vamos identificar quais os tempos verbais que aparecem na história para melhor entendermos em que tempo ela é contada. Identifique no texto e copie abaixo os verbos que pertencem a cada tempo diferente.

8) Como podemos identificar as ações ocorridas em uma história? Pelos verbos, pois a maioria dos verbos são palavras que indicam ação nos textos. Para relacionarmos as ações acontecidas na história às personagens, identifique as palavras correspondentes às ações de cada personagem:

a.  O narrador (1ª. Pessoa do singular, eu)
b. O Rei (3ª. Pessoa do singular)
c. A Rainha (3ª. Pessoa do singular)
d. O mudo (3ª. Pessoa do singular)

9) Quais outras palavras fazem uma referência aos personagens?

a.  (1ª. Pessoa do singular, eu)
b. O Rei (3ª. Pessoa do singular)
c. A Rainha (3ª. Pessoa do singular)
d. O mudo (3ª. Pessoa do singular)

10) Qual voz aparece mais no texto? Por quê?

11) Você concorda com o desfecho da história? Por quê?

 12) Se você pudesse daria um outro fim à história? Por quê?


 13) Que outro fim você daria à história? Justifique sua opinião.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Ler e Ler


Leitura e análise textual

EMEF Prof Fernando Pantaleão
Língua Portuguesa – Texto  Gênero Conto - Leitura,  Análise Textual e Produção Textual
7º Ano - 1º Bimestre / 2017

Em dezembro

“Em dezembro mangas maduras eram vistas da janela – mas antes disso já tínhamos comido muita manga verde com sal, tirado escondido da cozinha. [...]
— Quem comeu manga verde? Vamos, confessa, já. Nenhum confessava: os dois de castigo.
Mostrei para Neusa a manga amoitada no capim: começava a amarelar. Ela cheirou, apertou contra o rosto, me pediu.
— Dou um pedaço.
— Quero a manga inteira.
— A manga inteira não. Um pedaço. [...]
— A manga inteira ou nada.
— Então nada.
Quando entrei na cozinha, Vovó estava me esperando:
— Pode ir direto para o quarto, já sei de tudo. Fiquei fechado de castigo até a hora da janta.
— Se tornar a comer manga verde, da próxima vez vai apanhar é de vara, ouviu?
Quem apanhou de vara foi Neusa. Cerquei-a no fundo do quintal com uma vara:
— Você enredou, agora vai pagar. [...]
Ela pediu pelo amor de Deus. Perguntei se ela gostava de mim. Ela disse que gostava. Pedi para ela dizer: ‘Eu te amo.’ Ela disse. [...] Eu falei que era mentira, que ela gostava é de Marcelo. Então ela disse que era mentira mesmo, que tinha é nojo de mim, e eu desci uma varada nas pernas dela. Em vez de correr, ela ficou parada, encolhida contra o muro [...].
— Pede perdão, senão eu bato de novo! [...]
Ameacei com a vara, mas ela só chorava. Então bati de novo, e dessa vez ela nem se mexeu, como se não tivesse sentido dor. Foi andando em direção a casa, e eu fiquei parado, vendo-a afastar-se. [...]
Ao voltar para casa, deixei três moranguinhos na mesinha do quarto onde ela, deitada, havia adormecido.
No dia seguinte recebi uma caixinha embrulhada — dentro os três moranguinhos e um bilhete: ‘Eu gostava é de você mesmo, mas agora nunca mais’.”

                                                             VILELA, Luiz. Contos da infância e da adolescência. São Paulo: Ática, 2001.


1 - O texto acima é o fragmento de um conto narrado em (?). O narrador é o (?), isto é, a personagem principal da história: ele participa ativamente dos acontecimentos e é de seu ponto de vista que tudo é observado e narrado. Chamamos esse tipo de narrador de(?).

As palavras que completam corretamente a afirmação acima são:

a) 1ª pessoa, antagonista, narrador-observador
b) 2ª pessoa, protagonista, narrador-personagem
c) 3ª pessoa, secundário, narrador-observador
d) 1ª pessoa, protagonista, narrador-personagem
e) 3ª pessoa, protagonista, narrador-personagem

2 - Que marcas gramaticais permitem dizer em que pessoa um texto é narrado? Retire três  exemplos do texto lido.

3 - Transcreva uma frase ou expressão que revelem impressões do narrador.

4 - Reescreva o parágrafo destacado no texto, alterando o foco narrativo.

5 - Na maior parte de suas falas, o autor utiliza os verbos no tempo (?), pois está narrando fatos que (?). Já o tempo verbal utilizados nas falas dos personagens é o (?), já que se referem a fatos que (?).

a) presente, estão acontecendo, pretérito, já aconteceram.
b) pretérito, já aconteceram, presente, estão acontecendo.
c ) futuro, irão acontecer, presente, estão acontecendo.
d) presente, já aconteceram, pretérito, estão acontecendo.
e) pretérito, estão acontecendo, futuro, irão acontecer.

6 - Além dos verbos, há outras maneiras de marcar o tempo em uma narrativa. Localize, no texto, uma palavra ou expressão que indiquem tempo decorrido na narrativa.

 7 - Nesse conto, o narrador tem acesso aos pensamentos e emoções das outras personagens?

a) Em que momento o narrador descobre os verdadeiros sentimentos de Neusa em relação a ele?

b) Em sua opinião, por que ele não acreditou quando ela disse, no quintal, que gostava dele?

8 – No texto predomina o discurso direto ou indireto? Justifique

9 – Reescreva o trecho abaixo, modificando o discurso utilizado pelo narrador:

Quando entrei na cozinha, Vovó estava me esperando:
— Pode ir direto para o quarto, já sei de tudo. Fiquei fechado de castigo até a hora da janta.

Produção Textual


 Supondo que o narrador também gostasse de Neusa, imagine o que ele sentiu ao ler bilhete. Escreva um diálogo em que o menino procure a amiga e tente resolver essa situação. Seu texto deverá ter, no mínimo, 15 linhas e estar adequadamente pontuado.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Análise textual

EE Profª Margarida  Maia de Almeida Vieira

Língua Portuguesa - Análise de texto - Tipologia narrativa - 6º Ano - 1 º Bimestre / 2017

                                                       Continho

                Era uma vez um menino triste, magro e barrigudinho, do sertão de Pernambuco. Na soalheira danada de meio-dia, ele estava sentado na poeira do caminho, imaginando bobagem, quando passou um gordo vigário a cavalo:
                _ Você aí, menino, para onde vai essa estrada?
                _ Ela não vai não: nós é que vamos nela.
                _ Engraçadinho duma figa! Como se chama?
                _ Eu não me chamo não, os outros é que me chamam de Zé.
                                              
                                       (Paulo Mendes Campos. Crônica 1. São Paulo: Ática, 2002.p.76)

1 – Ao copiar o texto, escolha um título para o conto.
2 – O texto é narrativo. Por que é possível fazer essa afirmação?
3 – Que tipo de narrador conta a história?
4 – Que palavras nos permitem descobrir o foco narrativo escolhido para narrar o continho?
5 – Quais são os personagens da história?
6 – Que tempo verbal foi utilizado pelo narrador? O que isso indica?
7 – Nos diálogos foi utilizado o mesmo tempo verbal? Justifique.
8 – Em que ambiente se passam as cenas?
9 – No texto foi utilizado o discurso direto ou indireto? Explique.
10 – Reescreva o conto alterando o discurso usado pelo narrador.

11– Transforme o texto em uma história em quadrinhos.
EMEF Prof Fernando Pantaleão
Atividade Diagnóstica -  Leitura e Análise textual 
9os. Anos A/B  - 1º.  Bimestre 2017

Texto I

      Sociedade

O homem disse para o amigo:
_ Breve irei a tua casa
E levarei minha mulher

O amigo enfeitou a casa
E quando o homem chegou com a mulher,
Soltou uma dúzia de foguetes.

O homem comeu e bebeu.
A mulher bebeu e cantou.
Os dois dançaram.
O amigo estava muito satisfeito.

Quando foi hora de sair,
O amigo disse para o homem:
_ Breve irei a tua casa.
E apertou a mão dos dois.

No caminho o homem resmunga:
_Ora essa, era só o que faltava.
E a mulher ajunta: _ Que idiota.

_ A casa é um ninho de pulgas.
Reparaste o bife queimado?
O piano ruim e a comida pouca.

E todas as quintas-feiras
Eles voltam à casa do amigo
Que ainda não pôde retribuir a visita.

(Carlos Drummond de Andrade)

O texto em estudo

1.Ao narrar a visita de um casal à residência de uma amigo, o poema apresenta situações que envolvem o relacionamento entre eles,

a.Até a quarta estrofe, o que se pode supor com relação à amizade que existe entre os três personagens?

b. O que sugerem os versos a seguir?

“O homem comeu e bebeu./ A mulher bebeu e cantou./ os dois dançaram.”

c. Os comentários do casal, na quinta estrofe, foram coerentes com as atitudes demonstradas quando ainda estavam na casa do amigo? Por quê?

2. o poema apresenta outro elemento-surpresa que vai de encontro à expectativa do leitor. Qual?

3. A palavra sociedade diz respeito às relações entre as pessoas.

a. O que se pode inferir da relação que o casal mantinha com o anfitrião?
b.Como você avalia a posição do dono da casa nessa relação?
c. Se a visita não tinha sido agradável, por que o casal voltou a visitá-lo?

4. Que aspecto das relações humanas o poema critica?

Texto II

Cão ! Cão! Cão!

Abriu a porta e viu o amigo que há tanto não via. Estranhou apenas que ele, amigo, viesse acompanhado de um cão. Cão não muito grande, mas bastante forte, de raça indefinida, saltitante e com um ar alegremente agressivo. Abriu a porta e cumprimentou o amigo com toda efusão. “Quanto tempo!” o cão aproveitou as saudações, se embarafustou casa adentro e logo o barulho na cozinha demonstrava que ele tinha quebrado alguma coisa. O dono da casa encompridou um pouco as orelhas, o amigo visitante fez um ar de que a coisa não era com ele. “Ora, veja você, a última vez que nos vimos foi...” “Não, foi depois, na...” “E você, casou também?”. O cão passou pela sala, o tempo passou pela conversa, o cão entrou pelo quarto e novo barulho de coisa quebrada. Houve um sorriso amarelo por parte do dono da casa, mas perfeita indiferença por parte do visitante. “Quem morreu definitivamente foi o tio... Você se lembra dele?” “Lembro, ora, era o que mais...não?” o cão saltou sobre um móvel, derrubou o abajur, logo trepou com as patas sujas no sofá (o tempo passando) e deixou lá as marcas digitais de sua animalidade. Os dois amigos tensos, agora preferiram não tomar conhecimento do dogue. E, por fim, o visitante se foi. Se despediu, efusivo como chegara, e se foi. Se foi. Se foi. Mas ainda ia indo, quando o dono da casa perguntou: “Não vai levar o seu cão?” “Cão? Cão? Cão? Ah, não! Não é meu, não. Quando eu entrei, ele entrou naturalmente e eu pensei que fosse seu. Não  é seu, não?”

MORAL: QUANDO NOTAMOS CERTOS DEFEITOS NOS AMIGOS DEVEMOS SEMPRE TER UMA CONVERSA ESCLARECEDORA.

                                                                         MillôrFernandes
Questões Textuais

1.Que fato desencadeia todos os acontecimentos narrados pelo cronista?
2. Por que o dono da casa não questionou o amigo sobre o cachorro?
3. A entrada intempestiva do cão causou certo mau-estar no dono da casa que a certa altura da visita, deu um sorriso amarelo. Qual a causa dessa reação?
4. Por que” Os dois amigos, tensos, agora preferiram não tomar conhecimento do dogue?”
5. Diante da bagunça do cão pela casa, o que um amigo estaria pensando a respeito do outro?

6. O que garante o tom humorístico ao texto?
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