sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Análise textual

EE Profª Margarida  Maia de Almeida Vieira

Língua Portuguesa - Análise de texto - Tipologia narrativa - 6º Ano - 1 º Bimestre / 2017

                                                       Continho

                Era uma vez um menino triste, magro e barrigudinho, do sertão de Pernambuco. Na soalheira danada de meio-dia, ele estava sentado na poeira do caminho, imaginando bobagem, quando passou um gordo vigário a cavalo:
                _ Você aí, menino, para onde vai essa estrada?
                _ Ela não vai não: nós é que vamos nela.
                _ Engraçadinho duma figa! Como se chama?
                _ Eu não me chamo não, os outros é que me chamam de Zé.
                                              
                                       (Paulo Mendes Campos. Crônica 1. São Paulo: Ática, 2002.p.76)

1 – Ao copiar o texto, escolha um título para o conto.
2 – O texto é narrativo. Por que é possível fazer essa afirmação?
3 – Que tipo de narrador conta a história?
4 – Que palavras nos permitem descobrir o foco narrativo escolhido para narrar o continho?
5 – Quais são os personagens da história?
6 – Que tempo verbal foi utilizado pelo narrador? O que isso indica?
7 – Nos diálogos foi utilizado o mesmo tempo verbal? Justifique.
8 – Em que ambiente se passam as cenas?
9 – No texto foi utilizado o discurso direto ou indireto? Explique.
10 – Reescreva o conto alterando o discurso usado pelo narrador.

11– Transforme o texto em uma história em quadrinhos.
EMEF Prof Fernando Pantaleão
Atividade Diagnóstica -  Leitura e Análise textual 
9os. Anos A/B  - 1º.  Bimestre 2017

Texto I

      Sociedade

O homem disse para o amigo:
_ Breve irei a tua casa
E levarei minha mulher

O amigo enfeitou a casa
E quando o homem chegou com a mulher,
Soltou uma dúzia de foguetes.

O homem comeu e bebeu.
A mulher bebeu e cantou.
Os dois dançaram.
O amigo estava muito satisfeito.

Quando foi hora de sair,
O amigo disse para o homem:
_ Breve irei a tua casa.
E apertou a mão dos dois.

No caminho o homem resmunga:
_Ora essa, era só o que faltava.
E a mulher ajunta: _ Que idiota.

_ A casa é um ninho de pulgas.
Reparaste o bife queimado?
O piano ruim e a comida pouca.

E todas as quintas-feiras
Eles voltam à casa do amigo
Que ainda não pôde retribuir a visita.

(Carlos Drummond de Andrade)

O texto em estudo

1.Ao narrar a visita de um casal à residência de uma amigo, o poema apresenta situações que envolvem o relacionamento entre eles,

a.Até a quarta estrofe, o que se pode supor com relação à amizade que existe entre os três personagens?

b. O que sugerem os versos a seguir?

“O homem comeu e bebeu./ A mulher bebeu e cantou./ os dois dançaram.”

c. Os comentários do casal, na quinta estrofe, foram coerentes com as atitudes demonstradas quando ainda estavam na casa do amigo? Por quê?

2. o poema apresenta outro elemento-surpresa que vai de encontro à expectativa do leitor. Qual?

3. A palavra sociedade diz respeito às relações entre as pessoas.

a. O que se pode inferir da relação que o casal mantinha com o anfitrião?
b.Como você avalia a posição do dono da casa nessa relação?
c. Se a visita não tinha sido agradável, por que o casal voltou a visitá-lo?

4. Que aspecto das relações humanas o poema critica?

Texto II

Cão ! Cão! Cão!

Abriu a porta e viu o amigo que há tanto não via. Estranhou apenas que ele, amigo, viesse acompanhado de um cão. Cão não muito grande, mas bastante forte, de raça indefinida, saltitante e com um ar alegremente agressivo. Abriu a porta e cumprimentou o amigo com toda efusão. “Quanto tempo!” o cão aproveitou as saudações, se embarafustou casa adentro e logo o barulho na cozinha demonstrava que ele tinha quebrado alguma coisa. O dono da casa encompridou um pouco as orelhas, o amigo visitante fez um ar de que a coisa não era com ele. “Ora, veja você, a última vez que nos vimos foi...” “Não, foi depois, na...” “E você, casou também?”. O cão passou pela sala, o tempo passou pela conversa, o cão entrou pelo quarto e novo barulho de coisa quebrada. Houve um sorriso amarelo por parte do dono da casa, mas perfeita indiferença por parte do visitante. “Quem morreu definitivamente foi o tio... Você se lembra dele?” “Lembro, ora, era o que mais...não?” o cão saltou sobre um móvel, derrubou o abajur, logo trepou com as patas sujas no sofá (o tempo passando) e deixou lá as marcas digitais de sua animalidade. Os dois amigos tensos, agora preferiram não tomar conhecimento do dogue. E, por fim, o visitante se foi. Se despediu, efusivo como chegara, e se foi. Se foi. Se foi. Mas ainda ia indo, quando o dono da casa perguntou: “Não vai levar o seu cão?” “Cão? Cão? Cão? Ah, não! Não é meu, não. Quando eu entrei, ele entrou naturalmente e eu pensei que fosse seu. Não  é seu, não?”

MORAL: QUANDO NOTAMOS CERTOS DEFEITOS NOS AMIGOS DEVEMOS SEMPRE TER UMA CONVERSA ESCLARECEDORA.

                                                                         MillôrFernandes
Questões Textuais

1.Que fato desencadeia todos os acontecimentos narrados pelo cronista?
2. Por que o dono da casa não questionou o amigo sobre o cachorro?
3. A entrada intempestiva do cão causou certo mau-estar no dono da casa que a certa altura da visita, deu um sorriso amarelo. Qual a causa dessa reação?
4. Por que” Os dois amigos, tensos, agora preferiram não tomar conhecimento do dogue?”
5. Diante da bagunça do cão pela casa, o que um amigo estaria pensando a respeito do outro?

6. O que garante o tom humorístico ao texto?

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Bom retorno às aulas!

 
Escola é
... o lugar que se faz amigos.


Não se trata só de prédios, salas, quadros,
Programas, horários, conceitos...
Escola é sobretudo, gente
Gente que trabalha, que estuda
Que alegra, se conhece, se estima.
O Diretor é gente,
O coordenador é gente,




O professor é gente,
O aluno é gente,
Cada funcionário é gente.
E a escola será cada vez melhor
Na medida em que cada um se comporte
Como colega, amigo, irmão.
Nada de “ilha cercada de gente por todos os lados”
Nada de conviver com as pessoas e depois,




Descobrir que não tem amizade a ninguém.
Nada de ser como tijolo que forma a parede,Indiferente, frio, só.
Importante na escola não é só estudar, não é só trabalhar,
É também criar laços de amizade,É criar ambiente de camaradagem,
É conviver, é se “amarrar nela”!
Ora é lógico...
Numa escola assim vai ser fácil!Estudar, trabalhar, crescer,
Fazer amigos, educar-se, ser feliz.
É por aqui que podemos começar a melhorar o mundo.

                                                                                                     (Paulo Freire)





             Imagens : https://www.google.com.br/search?q=Imagem+de+escola&espv                                                                

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Seja gentil !


                                Imagens : http://www.psicologiasdobrasil.com.br/gentileza-e-bem-estar-emocional/

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Leitura

                             
                              A Flor da Honestidade


"Conta-se que por volta do ano 250 a. C., na China antiga, um príncipe da região norte do país estava às vésperas de ser coroado imperador, mas, de acordo com a lei, ele deveria se casar.

Sabendo disso, ele resolveu fazer uma "disputa" entre as moças da corte ou quem quer que se achasse digna de ser sua esposa. No dia seguinte, o príncipe anunciou que receberia, numa celebração especial, todas as pretendentes e lançaria um desafio.

Uma velha senhora, serva do palácio há muitos anos, ouvindo os comentários sobre os preparativos, sentiu uma leve tristeza, pois sabia que sua filha nutria um sentimento de profundo amor pelo príncipe.

Ao chegar em casa, contou à garota e desesperou-se ao ver que ela pretendia ir à celebração, indagando preocupada:
"Minha filha, o que você fará lá? Estarão presentes todas as mais belas e ricas senhoritas da corte. Tire esta ideia insensata da cabeça, eu sei que você deve estar sofrendo, mas não torne esse sofrimento uma loucura."

E a filha respondeu:
"Não, querida mãe, não estou sofrendo e muito menos louca. Eu sei que jamais poderei ser a escolhida, mas é minha oportunidade de ficar pelo menos alguns momentos perto do príncipe, e isto já me torna feliz."

Na hora marcada, a jovem chegou ao palácio. Lá estavam, de fato, todas as mais belas meninas, com as mais belas roupas, as mais belas jóias e com as mais determinadas intenções.

Então, o príncipe anunciou o desafio:
"Darei, a cada uma de vocês, uma semente. Aquela que, dentro de seis meses, me trouxer a mais linda flor, será escolhida minha esposa e futura imperatriz da China."

A proposta do príncipe não fugiu às profundas tradições daquele povo, que valorizava muito a especialidade de "cultivar" algo.

O tempo fluiu e a doce criaturinha, posto não tivesse muita habilidade nas artes da jardinagem, cuidava com bastante paciência e ternura da sua semente, pois sabia que se a beleza da flor surgisse na mesma extensão de seu amor, ela não precisava se preocupar com o resultado. Todavia passaram-se três meses e nada surgiu.

A mocinha tudo tentara, empregara todos os métodos que conhecia, porém nada havia nascido. E findaram os seis meses.

Consciente do seu esforço e dedicação, ela comunicou à
mãe que, independente das circunstâncias, retornaria ao palácio, no prazo combinado, pois não pretendia nada além de mais alguns momentos na companhia do príncipe.

E lá se apresentou, com seu vaso vazio, bem como as demais pretendentes - cada uma com uma flor mais bonita que a outra, das mais variadas cores e formas. A jovem ficou admirada, jamais presenciara cena tão sublime.

Finalmente, chegou o momento esperado: o príncipe passou a observar a flor trazida por cada uma das pretendentes, com muito cuidado e atenção. Após minuciosa análise, ele anunciou um resultado surpreendente, indicando a cativante e humilde jovem como sua futura esposa.

O público presente, perplexo, quis saber o motivo: afinal, o desafio previa que se casaria com a moça que lhe trouxesse a flor mais irresistível  e ele escolhera, justamente, a que não cultivara flor alguma...

Então, calmamente, o príncipe esclareceu:
"Esta jovem foi a única que cultivou a flor que a tornou digna de se tornar uma imperatriz: A Flor da Honestidade. Senhoras, senhores e senhoritas: todas as sementes que entreguei eram estéreis."

                                                   
 Moral:

"A Honestidade é como uma flor, tecida em fios de luz, que ilumina quem a cultiva e espalha claridade ao redor.
Independente de tudo e de todas as situações que nos rodeiam, que possamos espalhar essa luz àqueles que nos cercam.
Se para vencer, estiver em jogo a sua honestidade, PERCA!
Você será sempre um vencedor!"



Folclore da China

Adaptado. DUTRA, Ivan (org.) Novos contos da juventude. Londrina: Leopoldo Machado, 2003.

Imagem https://www.google.com.br/search


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