quarta-feira, 19 de abril de 2017

Tipos de narrador


                                    EMEF Prof Fernando Pantaleão

Atividade sobre tipos de narrador (personagem, observador e onisciente)


Leia os trechos a seguir, observando as características dos três tipos de narrador (personagem, observador e onisciente).

Texto 1

Abriu a janela no exato momento em que a garrafa com a mensagem passava, levada pelo vento. Pegou-a pelo gargalo e, sem tirar a rolha, examinou-a cuidadosamente. Não tinha endereço, não tinha remetente.
Certamente, pensou, não era para ele
.                         
                                                                Fonte: Colasanti (1986).

Texto 2

Quando Ana me deixou, eu fiquei muito tempo parado na sala do apartamento, cerca de oito horas da noite, com o bilhete dela nas mãos. No horário de verão, pela janela aberta da sala, à luz das oito horas da noite podiam-se ainda ver uns restos de dourado e vermelho deixados pelo sol atrás dos edifícios, nos lados de Pinheiros. Eu fiquei muito tempo parado no meio da sala do apartamento, o último bilhete de Ana nas mãos, olhando pela janela os vermelhos e os dourados do céu. E lembro que pensei agora o telefone vai tocar, e o telefone não tocou, e depois de algum tempo em que o telefone não tocou, e podia ser Lucinha da agência ou Paulo do cineclube ou Nelson de Paris ou minha mãe do Sul, [...] então pensei agora a campainha vai tocar. Podia ser o porteiro entregando alguma correspondência, a vizinha de cima à procura da gata persa que costumava fugir pela escada, ou mesmo alguma dessas criancinhas meio monstros de edifício, que adoram apertar as campainhas alheias, depois sair correndo. Ou simples engano, podia ser. Mas a campainha também não tocou, e eu continuei por muito tempo sem salvação parado ali no centro da sala que começava a ficar azulada pela noite, feito o interior de um aquário, o bilhete de Ana nas mãos, sem fazer absolutamente nada além de respirar. Fonte: Abreu (2005).

Atividades:

1. Após a leitura dos trechos citados, responda ao que se pede.

Texto 1
a. Você acha que a personagem devolveu a garrafa ao vento?
b. Invente uma continuação para a narrativa.

Texto 2
a. Imagine o que Ana teria escrito no bilhete.
b. O personagem permaneceu estático na sala, com o bilhete de Ana em suas mãos. O que você acha que aconteceu depois?


c. Procure manter o tom do texto e finalize a história.


2. Imagine o seguinte enredo:
 

. Dois jovens, viciados em computador, conhecem-se numa sala de bate-papo da internet. Durante meses, eles conversam, trocam ideias, compartilham problemas e sentimentos.
. Um dia, a garota recebe a seguinte mensagem:

Heloísa,
 As coisas estão se tornando difíceis para mim. Não vou escrever de novo para você.    Nosso relacionamento está ficando intenso demais, real demais, e acho que você não existe. Eu inventei você, nossas conversas, seu endereço. Eu me sentia só, queria ardentemente uma amiga, mas perdi o controle. Acho que estou apaixonado por você. . .   Antes que essa loucura acabe comigo, adeus.
                                                                                         Abelardo

.Prontamente, a garota responde:

Abelardo, tolinho
Você não pode me transformar num fantasma porque está com medo. Um poeta não dispensa sua musa por capricho. Se você não vier me encontrar, eu irei até você.

                                                                                                                                                                                                                                       Heloísa

                               Fonte: Cereja e Magalhães (2000, p. 50).

Com base no enredo das personagens acima e considerando as características do gênero narrativo, crie um texto narrativo tematizando o encontro ou o desencontro entre as personagens. Construa o tempo e o espaço em que os fatos ocorrem. Não se esqueça de construir o tempo e o lugar em que os fatos ocorrem. Se quiser, introduza novas personagens. O narrador pode ser observador ou personagem. Se adotar o narrador-personagem, escolha o ponto de vista: narre sua história sob a ótica de Abelardo ou sob a de Heloísa.

                                     Fonte:  http://www.metropoledigital.ufrn.br/aulas/disciplinas/ce/aula_03.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Humor

                                                                                  Imagem in Filosofia em rede

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Estudo Textual - Elementos da narrativa


EE Profª Margarida Maia de Almeida Vieira

Língua Portuguesa  –  Análise Textual – Elementos da Narrativa  6º Ano 
 1º Bimestre /2017
Aluno:......................................................Nº...........Turma:.........Data:......../......./......

Leia o texto a seguir, de Inácio de Loyola Brandão:

O verde

Estranha é a cabeça das pessoas.
Uma vez, em São Paulo, morei numa rua que era dominada por uma árvore incrível. Na época da floração, ela enchia a calçada de cores. Para usar um lugar-comum, ficava sobre o passeio um verdadeiro tapete de flores; esquecíamos o cinza que nos envolvia e vinha do asfalto, do concreto, do cimento, os elementos característicos desta cidade. Percebi certo dia que a árvore começava a morrer. Secava lentamente, até que amanheceu inerte, sem folha. É um ciclo, ela renascerá, comentávamos no bar ou na padaria. Não voltou. Pedi ao Instituto Botânico que analisasse a árvore, e o técnico concluiu: fora envenenada. Surpresos, nós, os moradores da rua, que tínhamos na árvore um verdadeiro símbolo, começamos a nos lembrar de uma vizinha de meia-idade que todas as manhãs estava ao pé da árvore com um regador. Cheios de suspeitas, fomos até ela, indagamos, e ela respondeu com calma, os olhos brilhando, agressivos e irritados:
— Matei mesmo essa maldita árvore.
— Por quê?
— Porque na época da flor ela sujava minha calçada, eu vivia varrendo essas flores desgraçadas.
                   Ignácio de Loyola Brandão                                                                                                                                                                                                     
Atividades Textuais

1) Por que, no começo do texto, o narrador afirma que "Estranha é a cabeça das pessoas.".

2) Observe a frase: "Na época da floração, ela enchia a calçada de cores." (2º parágrafo).
a) Qual é a época da floração?
b) O que significa a expressão "enchia a calçada de flores"?

3) Observe a frase: [...] esquecíamos o cinza que nos envolvia [...]" (2º parágrafo). Que cinza era esse ao qual o autor se referia?

4) Por que a árvore parou de florescer?

5) Releia atentamente a seguinte frase e responda às questões:

"Surpresos, nós, os moradores da rua, que tínhamos na árvore um verdadeiro símbolo, começamos a nos lembrar de uma vizinha de meia-idade que todas as manhãs estava ao pé da árvore com um regador." (2º parágrafo).

a) Qual é a primeira impressão que temos ao ler que a vizinha regava a árvore todos os dias?
b) Essa impressão se confirma no final do texto? Por quê?

6) Por qual motivo a árvore foi morta?

7) Identifique, no texto , os elementos da narrativa abaixo:

a) Narrador:
b) Espaço:
c) Enredo:
d) Clímax:

e) Desfecho:

quinta-feira, 2 de março de 2017

Dica de Leitura


Aitvidades Estrutura narrativa

EMEF Prof Fernando Pantaleão
Língua Portuguesa – Análise textual – Estrutura Narrativa – Gênero Conto 
 6º Ano – 1º Bimestre /2017

CONSTRUINDO OS SENTIDOS DO TEXTO

Leia o texto abaixo e responda as perguntas.

 Histórias para o Rei

Nunca podia imaginar que fosse tão agradável a função de contar histórias, para a qual fui nomeado por decreto do Rei. A nomeação colheu-me de surpresa, pois jamais exercitara dotes de imaginação, e até me exprimo com certa dificuldade verbal. Mas bastou que o rei confiasse em mim para que as histórias me jorrassem da boca à maneira de água corrente. Nem carecia inventá-las. Inventavam-se a si mesmas.
Este prazer durou seis meses. Um dia, a Rainha foi falar ao Rei que eu estava exagerando. Contava tantas histórias que não havia tempo para apreciá-las, e mesmo para ouvi-las. O Rei, que julgava minha facúndia uma qualidade, passou a considerá-la um defeito, e ordenou que eu só contasse meia história por dia, e descansasse aos domingos. Fiquei triste, pois não sabia inventar meia história. Minha insuficiência desagradou, e fui substituído por um mudo, que narra por meio de sinais, e arranca os maiores aplausos.

                                                                                             ANDRADE, Carlos Drummond de. Histórias para o Rei. Rio de Janeiro: Record, 1999.....

I . Entendendo elementos contextuais.

a) Quem é o autor do texto?
b) Quando o texto foi escrito?
c) Para quem você acha que o texto foi escrito?
d) Que outras pessoas poderiam ler um texto como este?
e) Para que você acha que o texto foi escrito? Ou seja, qual é o objetivo do texto?
f) Onde podemos encontrar um texto como este?
g) Onde este texto foi publicado? É possível reconhecer isto no texto?

II .  Entendendo a organização da história e como ela pode ser escrita.

1) Leia o texto novamente e faça as atividades abaixo.
a) Quantos parágrafos há no texto?
b) Que tipo de informações aparecem em cada parágrafo?
c) Quem participa da história, ou, a quem a história se refere?
d) A história é contada por alguém? Quem?
e) Onde a história acontece?
f) Quando a história acontece?
g) Que palavras mostram o tempo em que acontece a história?
h) Como a história se inicia?i) Qual é a situação problema da história?
j) Como a história termina ou como o personagem resolve o problema na história?

2) Volte ao texto e relacione as informações de acordo com cada parágrafo:

1º. Parágrafo    -   2º parágrafo

(      ) A rainha reclamou ao rei que o contador de historias estava exagerando e este foi substituído por um mudo.

(        ) O personagem é convidado a narrar histórias para o rei. 2º. Parágrafo
(        ) A confiança do rei fez com que a personagem desenvolvesse a habilidade de contar histórias.
(        ) O personagem ficou muito triste ao ver sua qualidade se tornar um defeito.

3) Você saberia dizer por que a palavra “pois” está sendo usada nas linhas 2 e 9 no texto? Ela está sendo usada para fazer o que no texto?

 4) E qual o sentido da palavra “mas” na linha 3? Por que ela está sendo usada ali?

5) Você acha que a história está sendo contada em um tempo presente, passado ou futuro?  

6) Como podemos reconhecer isto? Identifique cinco palavras que podem nos mostrar em que tempo a história está sendo contada.

7) Vamos identificar quais os tempos verbais que aparecem na história para melhor entendermos em que tempo ela é contada. Identifique no texto e copie abaixo os verbos que pertencem a cada tempo diferente.

8) Como podemos identificar as ações ocorridas em uma história? Pelos verbos, pois a maioria dos verbos são palavras que indicam ação nos textos. Para relacionarmos as ações acontecidas na história às personagens, identifique as palavras correspondentes às ações de cada personagem:

a.  O narrador (1ª. Pessoa do singular, eu)
b. O Rei (3ª. Pessoa do singular)
c. A Rainha (3ª. Pessoa do singular)
d. O mudo (3ª. Pessoa do singular)

9) Quais outras palavras fazem uma referência aos personagens?

a.  (1ª. Pessoa do singular, eu)
b. O Rei (3ª. Pessoa do singular)
c. A Rainha (3ª. Pessoa do singular)
d. O mudo (3ª. Pessoa do singular)

10) Qual voz aparece mais no texto? Por quê?

11) Você concorda com o desfecho da história? Por quê?

 12) Se você pudesse daria um outro fim à história? Por quê?


 13) Que outro fim você daria à história? Justifique sua opinião.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Ler e Ler


Leitura e análise textual

EMEF Prof Fernando Pantaleão
Língua Portuguesa – Texto  Gênero Conto - Leitura,  Análise Textual e Produção Textual
7º Ano - 1º Bimestre / 2017

Em dezembro

“Em dezembro mangas maduras eram vistas da janela – mas antes disso já tínhamos comido muita manga verde com sal, tirado escondido da cozinha. [...]
— Quem comeu manga verde? Vamos, confessa, já. Nenhum confessava: os dois de castigo.
Mostrei para Neusa a manga amoitada no capim: começava a amarelar. Ela cheirou, apertou contra o rosto, me pediu.
— Dou um pedaço.
— Quero a manga inteira.
— A manga inteira não. Um pedaço. [...]
— A manga inteira ou nada.
— Então nada.
Quando entrei na cozinha, Vovó estava me esperando:
— Pode ir direto para o quarto, já sei de tudo. Fiquei fechado de castigo até a hora da janta.
— Se tornar a comer manga verde, da próxima vez vai apanhar é de vara, ouviu?
Quem apanhou de vara foi Neusa. Cerquei-a no fundo do quintal com uma vara:
— Você enredou, agora vai pagar. [...]
Ela pediu pelo amor de Deus. Perguntei se ela gostava de mim. Ela disse que gostava. Pedi para ela dizer: ‘Eu te amo.’ Ela disse. [...] Eu falei que era mentira, que ela gostava é de Marcelo. Então ela disse que era mentira mesmo, que tinha é nojo de mim, e eu desci uma varada nas pernas dela. Em vez de correr, ela ficou parada, encolhida contra o muro [...].
— Pede perdão, senão eu bato de novo! [...]
Ameacei com a vara, mas ela só chorava. Então bati de novo, e dessa vez ela nem se mexeu, como se não tivesse sentido dor. Foi andando em direção a casa, e eu fiquei parado, vendo-a afastar-se. [...]
Ao voltar para casa, deixei três moranguinhos na mesinha do quarto onde ela, deitada, havia adormecido.
No dia seguinte recebi uma caixinha embrulhada — dentro os três moranguinhos e um bilhete: ‘Eu gostava é de você mesmo, mas agora nunca mais’.”

                                                             VILELA, Luiz. Contos da infância e da adolescência. São Paulo: Ática, 2001.


1 - O texto acima é o fragmento de um conto narrado em (?). O narrador é o (?), isto é, a personagem principal da história: ele participa ativamente dos acontecimentos e é de seu ponto de vista que tudo é observado e narrado. Chamamos esse tipo de narrador de(?).

As palavras que completam corretamente a afirmação acima são:

a) 1ª pessoa, antagonista, narrador-observador
b) 2ª pessoa, protagonista, narrador-personagem
c) 3ª pessoa, secundário, narrador-observador
d) 1ª pessoa, protagonista, narrador-personagem
e) 3ª pessoa, protagonista, narrador-personagem

2 - Que marcas gramaticais permitem dizer em que pessoa um texto é narrado? Retire três  exemplos do texto lido.

3 - Transcreva uma frase ou expressão que revelem impressões do narrador.

4 - Reescreva o parágrafo destacado no texto, alterando o foco narrativo.

5 - Na maior parte de suas falas, o autor utiliza os verbos no tempo (?), pois está narrando fatos que (?). Já o tempo verbal utilizados nas falas dos personagens é o (?), já que se referem a fatos que (?).

a) presente, estão acontecendo, pretérito, já aconteceram.
b) pretérito, já aconteceram, presente, estão acontecendo.
c ) futuro, irão acontecer, presente, estão acontecendo.
d) presente, já aconteceram, pretérito, estão acontecendo.
e) pretérito, estão acontecendo, futuro, irão acontecer.

6 - Além dos verbos, há outras maneiras de marcar o tempo em uma narrativa. Localize, no texto, uma palavra ou expressão que indiquem tempo decorrido na narrativa.

 7 - Nesse conto, o narrador tem acesso aos pensamentos e emoções das outras personagens?

a) Em que momento o narrador descobre os verdadeiros sentimentos de Neusa em relação a ele?

b) Em sua opinião, por que ele não acreditou quando ela disse, no quintal, que gostava dele?

8 – No texto predomina o discurso direto ou indireto? Justifique

9 – Reescreva o trecho abaixo, modificando o discurso utilizado pelo narrador:

Quando entrei na cozinha, Vovó estava me esperando:
— Pode ir direto para o quarto, já sei de tudo. Fiquei fechado de castigo até a hora da janta.

Produção Textual


 Supondo que o narrador também gostasse de Neusa, imagine o que ele sentiu ao ler bilhete. Escreva um diálogo em que o menino procure a amiga e tente resolver essa situação. Seu texto deverá ter, no mínimo, 15 linhas e estar adequadamente pontuado.