domingo, 11 de fevereiro de 2018

Análise Textual - Estrutura Narrativa




EMEF Prof Fernando Pantaleão
LÍNGUA PORTUGUESA -  Estrutura Narrativa – Atividades Textuais
1º Bimestre /2018 – 6º Ano
Texto I
                                                                        O verde

            Estranha é a cabeça das pessoas.
            Uma vez, em São Paulo, morei numa rua que era dominada por uma árvore incrível. Na época da floração, ela enchia a calçada de cores. Para usar um lugar-comum, ficava sobre o passeio um verdadeiro tapete de flores; esquecíamos o cinza que nos envolvia e vinha do asfalto, do concreto, do cimento, os elementos característicos desta cidade. Percebi certo dia que a árvore começava a morrer. Secava lentamente, até que amanheceu inerte, sem folha. É um ciclo, ela renascerá, comentávamos no bar ou na padaria. Não voltou. Pedi ao Instituto Botânico que analisasse a árvore, e o técnico concluiu: fora envenenada. Surpresos, nós, os moradores da rua, que tínhamos na árvore um verdadeiro símbolo, começamos a nos lembrar de uma vizinha de meia-idade que todas as manhãs estava ao pé da árvore com um regador. Cheios de suspeitas, fomos até ela, indagamos, e ela respondeu com calma, os olhos brilhando, agressivos e irritados:
            — Matei mesmo essa maldita árvore.
            — Por quê?
            — Porque na época da flor ela sujava minha calçada, eu vivia varrendo essas flores desgraçadas.
                                                                                          (Ignácio de Loyola Brandão)
                                                                                                                              
Atividades
1) Por que, no começo do texto, o narrador afirma que "Estranha é a cabeça das pessoas.".
2) Observe a frase: "Na época da floração, ela enchia a calçada de cores." (2º parágrafo).
a) Qual é a época da floração?
b) O que significa a expressão "enchia a calçada de cores"?
3) Observe a frase: [...] esquecíamos o cinza que nos envolvia [...]" (2º parágrafo). Que cinza era esse ao qual o autor se referia?
4) Por que a árvore parou de florescer?
5) Releia atentamente a seguinte frase e responda às questões:
"Surpresos, nós, os moradores da rua, que tínhamos na árvore um verdadeiro símbolo, começamos a nos lembrar de uma vizinha de meia-idade que todas as manhãs estava ao pé da árvore com um regador." (2º parágrafo).
a) Qual é a primeira impressão que temos ao ler que a vizinha regava a árvore todos os dias?
b) Essa impressão se confirma no final do texto? Por quê?
6) Por qual motivo a árvore foi morta?
7) Identifique, no texto , os elementos da narrativa abaixo:
a) Narrador     b) Espaço      c) Enredo     d) Clímax    e) Desfecho



Texto II
                                             O leão apaixonado e o camponês

      Um leão se apaixonou pela filha de um camponês e a pediu em casamento. Como não queria dar sua filha a um animal selvagem a quem temia dizer não, o camponês imaginou o seguinte. Declarou ao leão, que o pressionava insistentemente, que o considerava digno de casar com sua filha. Ele lha daria sob uma condição: que arrancasse os dentes e aparasse as garras, pois isso a assustava . O leão aceitou a proposta facilmente: estava apaixonado. Mas em troca, conseguiu apenas o desprezo do camponês, pois, quando voltou, foi expulso a pauladas.
      Se ao confiar em alguém, renuncias a tuas prerrogativas, tu te tornarás presa fácil para os que até então te temiam.
                                                                         (Esopo. Fábulas. Porto Alegre: L&PM, 1997.p.113.)

Texto III  -  Poema Narrativo
                      Poema tirado de uma notícia de jornal
João gostoso era carregador de feira livre e morava no morro da Babilônia num barracão sem número
Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro
Bebeu
Cantou
Dançou
Depois se atirou na lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado.
                                        BANDEIRA, Manuel. Poesia Completa e Prosa . Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1993.


Identifique nos textos II e III o que se pede.

1. O enredo:

a. situação inicial;

b.conflito ( complicação) ; 

c. o clímax;d. o desfecho.

2. O tempo.

3. O espaço.

4. As personagens.

5. O narrador (foco narrativo).

Leitura



Dupla delícia

O livro traz a vantagem de a gente poder estar só 

 e ao mesmo tempo acompanhado.     
                                                               Mario Quintana   

      

Análise Textual - Gênero Mito



EMEF Prof Fernando Pantaleão
Língua Portuguesa –  Análise Textual  - Gênero Mito  - Elementos da narrativa
                                          Ano   1ºBimestre/2018


                                           As asas de Ícaro

         Prisioneiro do rei Minos, Dédalo constrói asas com cera e penas para ele e Ícaro fugirem voando de Creta.
[...]
         Quando começaram a sobrevoar o oceano, porém, Ícaro empolgou-se e subiu demais, aproximando-se perigosamente do sol.
         – Desça, filho, desça! – gritava Dédalo, aflito, mas Ícaro, nas alturas, não ouvia mais nada a não ser o assovio do vento e o ruflar das suas próprias asas.
         Então, a certa altura, uma pena roçou-lhe o nariz e, logo em seguida, como se um travesseiro tivesse sido rasgado, viu-se envolvido por uma nuvem de penas soltas. Só então percebeu que sua armação se desfizera e que só lhe restava, agora, despencar para a morte nas águas revoltas do mar.
         Mais tarde, seu corpo foi levado pelas ondas às margens de um local que Dédalo batizou de Icária, em homenagem a esse que foi o
verdadeiro pai da aviação.
               (A. S. Franchini. As grandes histórias da mitologia greco-romana. Porto Alegre: L&PM, 2012, p.22-3.)

1. Quem são as personagens do texto ? Qual é o grau de parentesco entre eles?

2. O que levou Dédalo a construir dois pares de asas?

3. Pela sequência do texto é  possível saber como foram feitas as asas construídas por Dédalo?.

4. O texto mitológico acima traduz

A. o sonho humano de voar.
B. o desejo humano de atingir o sol.
C. o ideal humano de viajar.
D. o gosto pelo assovio do vento e pelo ruflar das asas.

E. o desejo de sobrevoar o oceano.

5. Qual é o foco narrativo do texto? Justifique a sua resposta.

6. “Ícaro empolgou-se [...]”. Apenas uma das expressões abaixo não resulta desse estado emocional da personagem. Trata-se de

A. “subiu demais”.
B. “envolvido por uma nuvem de penas soltas”.
C. “não ouvia mais nada”.
D. “aproximando-se [...] do sol”.
E. “Ícaro só ouvia o assovio do vento e o ruflar das suas próprias asas”.

7. O tempo da narrativa é  cronológico ou  psicológico ? Justifique sua resposta.

8. Qual o espaço  ou espaços em que ocorrem as cenas da história?

9. Ícaro não ouve o alerta do pai e sua situação se altera. Na narrativa a expressão que introduz essa mudança é:

A. “mas Ícaro”.     B. “Mais tarde” .  C. “Então , a certa altura”.  D. “ logo em seguida”.

10. Retire do texto o trechos   que  indicam o conflito e o clímax da narrativa.


 Imagemhttps://www.google.com.br/search?q=imagem+de+ìcaro








quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Dia do Obrigado


Digamos Obrigado
Sempre que for
imprescindível, gentil, necessário, preciso, imperioso, indispensável.

Melhor ainda dizermos  por amabilidade.

Evitar dizê-lo  
determinado ou ainda,
forçado, contrariado, sujeito, 

Digamos sempre Obrigado,
na gentileza, no amor.
Em tudo que nos revela
o pleno reconhecimento do outro.

                                Aureliano


Pesquisa dos significados:  
https://www.sinonimos.com.br/obrigado/

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Abra a porta do Ano Novo



                                                           Muito além de uma porta



         Se você encontrar uma porta à sua frente, poderá abri-la ou não. Se você abrir aporta, poderá ou não entrar em uma nova sala. Para entrar, você vai ter que vencer a dúvida,o titubeio ou o medo. Se você venceu, você deu um grande passo: nesta sala vive-se! Mas também tem um preço: são inúmeras as outras portas que você descobre. O grande segredo   é saber quando e qual porta deve ser aberta.

          A vida não é rigorosa: ela propicia erros e acertos. Os erros podem ser transformados em a certos quando, com eles, se aprende. Não existe a segurança do acerto eterno.

            A vida é generosa: a cada sala em que se vive, descobre-se outras tantas portas.

       A vida enriquece pra quem se arrisca a abrir novas portas. Ela privilegia quem descobre seus segredos e, generosamente, oferece afortunadas portas.

         Mas a vida também pode ser dura e severa: se você não ultrapassar a porta terá sempre a mesma porta pela sua frente. É a repetição perante a criação. É a monotonia cromática perante o arco-íris. É a estagnação da vida.

              Para a vida, as portas não são obstáculos, mas diferentes passagens.



                                  TIBA, Içami . Amor, Felicidade & Cia. Editora Gente, 1998.


segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Feliz Natal !

                         


Que o menino Jesus ilumine o Natal com a esperança de dias melhores e momentos especiais em sua vida. Que Ele ilumine sua família para que jamais esqueçam que a compreensão é a base de tudo. Que este Natal seja mais do que uma festa, seja a celebração de um recomeço cheio de paz e amor entre os homens de boa vontade. Feliz Natal e um Próspero Ano Novo.

Imagem : Natalia  Ivanova