sábado, 30 de abril de 2011

Bem criativo

                APENAS A NOSSA LÍNGUA PORTUGUESA NOS PERMITE ESCREVER ISSO...


      Pedro Paulo Pereira Pinto , pequeno pintor paulista, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos. Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir. Posteriormente, partiu para Pirapora, pernoitando por perto. Prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulino pediu para pintar panelas. Posteriormente, pintou pratos para poder pagar promessas. Pálido, porém personalizado, preferiu partir. Pediu permissão para papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris.

      Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los. Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se, principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações. Pelos passos, percorriam permanentemente, possantes potrancas.

      Pisando Paris, pediu permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo, Pedro Paulo, precaver-se. Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente!

      "Preciso partir para Portugal porque pretendem, pela primavera, pintar principais portos, painéis, personalidades, prestigiando patrícios", pensava Pedro Paulo.

      - Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo.

      - Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir. Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, Papai Procópio partira para Província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas. Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Passando pelo porto, penetrou pela pequena propriedade patriarcal pelo portão principal. Porém, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu:

      - Pediste permissão para praticar pintura, porém, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Por que pintas porcarias? - Papai, proferiu Pedro Paulo, pinto porque permitiste, porém, prefiro poder procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal.

      Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar. Pegando pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro! Passando pela ponte, precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando. Primeiro, pegaram peixes pequenos. Passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus. Posteriormente, partiram pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito. Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo.

      Primeiramente, Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente, Pedro Paulo preferia pintar paredes, pisos, portas, portões, painéis. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo, pereceu pintando...

      'Permita-me poder parar. Pretendo pensar. Peço perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar... Para parar preciso pensar. Pensei. Portanto, pronto pararei'.


      E você ainda se acha o máximo quando consegue dizer: 'O Rato Roeu a Rica Roupa do Rei de Roma'?
Este texo é notável, pena que não conheço a autoria.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

As Inseparáveis Letra e Leitura


      As letras podem ser únicas: DNA. Podem ser sóbrias: AA. As letras podem ter conteúdo: ETC. Podem dar prazer: G. As letras podem ser um parâmetro: QI. Podem ter muito peso: KG. As letras podem ser alucinantes: LSD. Podem ser profundas: OM. As letras sempre têm algo mais a dizer: PS. Podem ser implacáveis: RIP. As letras podem ser de grande ajuda: SOS. Podem ser explosivas: TNT. As letras podem te marcar por toda a vida: HIV. Podem  ser um alívio: WC. Podem significar infinitas coisas: N. As letras podem causar delírio de grandeza: XL. Podem ser muito explícitas: XXX. As letras podem ter um bom final: Z. Ler é comunicar-se, sonhar, imaginar, entreter-se, aprender, conhecer. Desenvolve o vocabulário, a compreensão e o pensamento crítico. Leia mais e melhor! “A leitura torna o homem completo; a conversação torna-o ágil, e o escrever dá-lhe precisão”.

(Sir Francis Bacon, 1561-1626 - filósofo e escritor)

terça-feira, 12 de abril de 2011

Sobre Cidadania

REGRAS BÁSICAS DA CIDADANIA


Ser Solidário

Solidariedade é um laço que nos vincula a outros indivíduos. Hoje, é uma palavra de ordem para a harmonia social. Prestar o bem aos semelhantes, ajudá-los, mostrar compreensão, honestidade e preocupação com todas as pessoas é uma das maiores virtudes que se pode ter, uma ferramenta das mais sólidas para construirmos uma sociedade mais justa.

Ter respeito

Seja no trânsito, na escola, no trabalho, na rua ou dentro do ônibus, respeitar as outras pessoas é princípio básico para também ser respeitado. Não esqueça: a liberdade de uma pessoa termina onde começa a liberdade da outra.


Ser sincero


Quando buscamos a confiança de outras pessoas, devemos ser sinceros em tudo o que fazemos, em nossas palavras, em nossas ações e em nossos pensamentos. Não deixe espaço para a hipocrisia, para a mentira, para a falsidade e para a traição. Sendo sinceros, ganhamos lealdade, confiança e, mais facilmente, a amizade de outras pessoas.


Dizer sempre a verdade

Dizendo a verdade, ganha-se confiança. Com a confiança, ganha-se a amizade. A harmonia e o progresso social dependem, e muito, dessas qualidades.


Cooperar

Participar é sempre fundamental. A cooperação mútua entre as pessoas de bons valores constrói caminhos de esperança para toda a sociedade.

Não agredir seu semelhante

Seja por palavras ou fisicamente, violência sempre gera mais violência. Devemos sempre dizer não a qualquer tipo de violência e agressão.

Ter bondade, educação e responsabilidade

Ser educado e procurar sempre fazer o bem são duas das virtudes de maior prestígio dentro da sociedade. Os bons exemplos são sempre seguidos, por isso quem bondade dá com bondade será retribuído. Devemos ser também responsáveis, assumindo sempre tudo aquilo que fazemos. Ter liberdade é saber arcar com todas as nossas obrigações, com nossas responsabilidades.

Perdoar

Ao manter ressentimentos de alguém, nunca se tem o repouso devido para o corpo e para a alma. O rancor não leva a lugar nenhum, apenas serve para criar mais problemas.

Dialogar

Muitos problemas, brigas, discussões e incompreensões poderiam ser facilmente resolvidos se existisse diálogo entre as pessoas envolvidas. Procure sempre conversar, trocar idéias, experiências, buscar explicações e, antes de tudo, aprenda a conhecer as outras pessoas.

Agir conforme a consciência e de acordo com os valores éticos e morais. Não estamos sozinhos no mundo, e tudo aquilo que não queremos para nós também não devemos fazer às outras pessoas. Aprender a conviver é essencial para melhor saborearmos nossa vida.

In : Passo a passo: no caminho do saber. São Paulo: DCL, 2001. Vários autores. p. 480 – 48

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Atividade 001/2011 - Língua Portuguesa 8os. e 9os. Anos

Propostas de produção escrita - Tipologia Narrativa - 9os. Anos A e B - 1º Bimestre /2011

Atividade 1

Leia este texto:

      [...] Um transeute quis saber de um rapazinho em lágrimas a razão de suas penas.
      _ Eu tinha nas mãos dez reais para pagar uma entrada de cinema - disse o menino - , quando chegou um   garoto mais forte que eu e me arrancou o dinheiro das mãos.
      E apontou um jovem que ainda podia ser visto a certa distância.
      _ E você não pediu socorro? -perguntou o passante.
      _ Claro - respondeu o menino, soluçando ainda mais forte.
      _ Ninguém o ouviu? - indagou ainda o estranho, acariciando-o amavelmente.
      _ Não - soluçou o garoto.
      _ Quer dizer que você não tem capacidade vocal, que o habilite a gritar com mais força? - intorrogou o homem.
             (Bertolt Brecht. In Luzia de Maria R. Reis. O que é conto. São Paulo: Brasiliense, 2002. )  Trecho adaptado para essa atividade.

   Dê continuidade à narrativa acima, criando um clímax e um desfecho para ela.

Atividade 2

      Há a seguir, um conjunto de elementos no qual você deve-se basear para produzir um texto narrativo. Observe que esse conjunto só lhe fornece os dados principais. Portanto, não esqueça que, para sua história ser atraente, você não pode apenas ordenar os fatos em sequência, mas deve organizr um enredo cujas partes amarrem a um conflito que desperte a curiosidade do leitor para querer saber o que vem depois.
      Elabore uma hiostória de amor, a partir dos seguintes elementos:  uma praia - uma jovem - um guarda-sol que se desprende da areia e voa ao sabor do vento - um jovem - um encontro marcado à luz do luar - casamento - filhos - dificuldades financeiras - velhice - um passeio à praia.

Atividades 8os. Anos A e B - O discurso citado nos Gêneros Narrativos Ficcionais: O Discurso Direto e o Discurso Indireto.

Leia o texto de humor a seguir, observando as vozes que aparecem nele:

      Porta do céu. Chega um homem exultante.
     — Finalmente, o paraíso.
     Ele pergunta a São Pedro se há alguma formalidade para entrar. Se precisa assinar alguma coisa. Nada . Ele fica mais exultante ainda.
     — Eu sempre sonhei com este momento. Finalmente, estou livre de todas as formalidades. Adeus regulamentos. Adeus burocracias terrestres. Quer dizer que é só entrar e estou na vida eterna, para sempre?
     — É só entrar — diz São Pedro.
     Ele começa a passar pelo portão, mas São Pedro o chama de volta e entregaum cartão plastificado.
     — Só não esquece o crachá.
(Luís Fernando Veríssimo. Outras do Analista de Bagé. 29 ed. Porto alegre: L&PM, 1982. p.88)

1. Nesse texto notamos a presença de três vozes, ou três discursos: a do narrador, a do homem que foi  para o céu e a de São Pedro. Em algumas situações, as falas do homem e as de São Pedro são reproduzidas integralmente.
Identifique essas falas e o sinal de pontuação utilizado para introduzi-las.

2. Observe este trecho:

 "— É só entrar — diz São Pedro. "

Nesse trecho, há duas vozes: a da personagem e a do narrador. De que modo elas são delimitadas?

3. O narrador, para dar uma noção viva do diálogo, pode apresentar detalhes da situação: como era o local, como a personagem falou ou olhou, como se sentia, etc. Identifique no discurso do narrador expressões expressões de como o homem se sentia.

4. Observe estre outro trecho:

"Ele pergunta a São Pedro se há alguma formalidade para entrar.
Se precisa assinar alguma cosa. Nada . [...] "

Nesse trecho, a voz das personagens não aparece integralmente. O narrador é quem conta como foi o diálogo. Como você acha que foi o diálogo entre o homem e São Pedro? Escreva-o em seu caderno.

5. A reprodução integral de diálogos no texto lido não ocorre por acaso; ela tem uma função.

a. Faça uma experiência: reconte essa histótia , mas passando as falas da personagens para a forma indireta, isto é, de modo que você, fazendo o papel do narrador, conta o que as personagens disseram.

b. Compare com o texto original o texto  você produziu. Qual deles é mais expressivo? Qual é mais divertido?

c. Conclua: Qual é a finalidade da reprodução integral dos diálogos no texto narrativo ficcional?


( Bibliografia - Cereja, William Roberto ; Magalhães, Thereza Cochar -Todos os Textos . São Paulo: Atual, 1998)





        

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Este blog vem ao encontro de nossas expectativas de socialização e interação dos assuntos e conteúdos de estudo da Língua Portuguesa, abordados em sala de aula. Sua função principal objetiva  combinar propostas de atividades que complementem os estudos e que também acrescentem novas informações sobre temas  de interesse tanto em Língua Portuguesa quanto em outras disciplinas. Estende-se aos alunos e professores como um veículo de troca de experiências, divulgação de textos, imagens, vídeos e outras modalidades de informação e conhecimento  que sejam afins ao seus propósito.
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