domingo, 15 de janeiro de 2012

 EMEF Profº Fernando Pantaleão - Atividade de Leitura, Análise e Produção Textual - Gênero Crônica

O MENINO QUE CHUPOU A BALA ERRADA



Diz que era um menininho que adorava bala e isto não lhe dava qualquer condição de originalidade, é ou não é? Tudo o que é menininho gosta de bala. Mas o garoto desta história era tarado por bala. Ele tinha assim uma espécie de idéia fixa, uma coisa assim ... assim, como direi? Ah ... creio que arranjei um bom exemplo comparativo: o garoto tinha por bala a mesma loucura que o Sr. Lacerda tem pelo poder.
            Vai daí um dia o pai do menininho estava limpando o revólver e, para que a arma não lhe fizesse uma falseta, descarregou-a, colocando as balas em cima da mesa. O menininho veio lá do quintal, viu aquilo ali e perguntou pro pai o que era.
            - É bala – respondeu o pai, distraído.
            Imediatamente o menininho pegou diversas, botou na boca e engoliu, para desespero do pai, que não medira as conseqüências de uma informação que seria razoável a um filho comum, mas não a um filho que não podia ouvir falar em balas que ficava tarado para chupá-las.
            Chamou a mãe (do menino), explicou o que ocorrera e a pobre senhora saiu desvairada para o telefone, para comunicar a desgraça ao médico. Esse tranqüilizou a senhora e disse que iria até lá, em seguida.
            Era um velho clínico, desses gordos e bonachões, acostumados aos pequenos dramas domésticos. Deu um laxante para o menininho e esclareceu que nada de mais iria acontecer. Mas a mãe estava ainda aflita e insistiu:
            - Mas não há perigo de vida, doutor?
            - Não – garantiu o médico – Para o menino não há o menor perigo de vida. Para os outros, talvez.
            - Para os outros? – estranhou a senhora.
            - Bem ... – ponderou o doutor – O que eu quero dizer é que, pelo menos durante o período de recuperação, talvez fosse prudente não apontar o menino para ninguém.


                                                              Stanislaw Ponte Preta


 



Responda em seu caderno:

1)      “O menino que chupou a bala errada” é um texto em prosa, estruturado em parágrafos. Quantos parágrafos tem o texto?

2)      “... O garoto tinha por bala a mesma loucura que o Sr. Lacerda tem pelo poder.”
Pelo comentário do narrador, você consegue imaginar que tipo de pessoa era o “Sr. Lacerda”?

3)      O texto apresenta um narrador, isto é, aquele que nos conta o acontecimento. O narrador desse texto participa do acontecimento ou é apenas um observador? Justifique.

4)      Transcreva uma passagem do texto em que o narrador conversa diretamente com o leitor.

5)      Quantos personagens participam ativamente do acontecimento? Quais são?

6)      “Chamou a mãe (do menino).”
Por que o narrador explica, entre parênteses, que a mãe era do menino?

7)      Por que o menino poderia representar um perigo para a vida dos outros?



 

ATIVIDADE DE REDAÇÃO


            O texto que estudamos, nos apresenta uma situação interessante e divertida pelo uso de uma palavra que permite mais de uma interpretação. O tema para redação não poderia fugir a essa característica. Nossa proposta é a seguinte:

            Você vai nos contar um acontecimento que foi provocado por alguma confusão na interpretação de uma frase ou palavra.

            Como narrador, você pode escolher entre se colocar como observador ou participar do ativamente do ocorrido. Procure criar diálogos e pontuá-los corretamente.
            Seja bastante criativo. Fica aqui uma sugestão:
            Um confusão vivida por um menino, filho de um alfaiate, que era louco por mangas.  (Esta é uma sugestão. Você pode criar o seu próprio assunto.
            Então, mãos à obra e ... bom trabalho! Não se esqueça do título.


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