domingo, 21 de outubro de 2012


EMEF Profº Fernando Pantaleão
Língua Portuguesa  - Leitura e análise textual - 6º Ano - 4º Bimestre 2012


Gênero Carta do leitor

As cartas de leitores são textos de opinião publicados em jornais e revistas.
Seu objetivo é abrir espaço para que os leitores comentem, critiquem, opinem sobre o conteúdo anteriormente publicado.
Dessa forma, o leitor tem a oportunidade de também participar da formação da opinião pública, sempre que discordar de alguma informação, ou quiser, por exemplo, dar uma sugestão.
Antigamente, as cartas dos leitores somente eram enviadas pelo correio para as redações, endereçadas, em geral, ao editor. Atualmente, há também a possibilidade de enviá-las por email. E ainda, se o jornal ou revista for digital, podem ser feitos comentários sobre as reportagens.
Há bastante espaço para a interação



Prezado Editor,

Li a matéria publicada na edição de 6 de julho, sobre os acidentes envolvendo motociclistas, e queria dizer que discordo de uma parte do que foi escrito, ou seja, sobre os causadores dos acidentes envolvendo carros e motos, um contra o outro.
Na minha opinião, ao contrário do que foi escrito, creio firmemente que, em tais situações, quem mais causa acidentes são os condutores de veículos de QUATRO rodas, até mesmo por uma questão de lógica; sendo a moto um transporte tão vulnerável, chega a ser inconcebível e ao mesmo tempo cômico que alguém, conduzindo-a, contribua para a causa de acidentes em que se envolva, eis que muito provavelmente só danos irá colher; é o único resultado alcançado nessas situações, ou sempre quando um veículo de menor porte bate em outro de porte maior. O dito transporte (moto) é o meu preferido, para driblar o lento trânsito mossoroense, e digo que, conforme define o jornal no mesmo artigo, sou motociclista, respeito as leis do trânsito, mas vejo muitos carros cujos condutores não têm o devido respeito com a vida humana, salvo se não for imperícia propriamente dita. Os maiores sustos que tomei foram proporcionados justamente por motoristas desatentos, ou, no mínimo, descuidados: curvas malfeitas, celulares colados na orelha com só uma das mãos ao volante - e às vezes as duas coisas de uma vez só -, disputa pra pegar sinal verde – e cortá-lo se não vier outro carro em direção perpendicular -, inesperadas subidas de BR, vindos de estrada carroçável, freios bruscos e sem motivação, manobra sem sinalização prévia (dobrar sem dar sinal e vice-versa), arrancar como um jato DC-10, obrigar motociclistas a usarem de toda a habilidade - e sorte - possíveis ...
São muitas as razões que se encontram para mostrar o menosprezo de motoristas por motociclistas. Acho que isso podia ser corrigido de uma forma simples, a meu ver: bastaria que o Detran só liberasse a carteira a quem soubesse conduzir os dois veículos, para ter a medida exata do que é estar dos dois lados da situação, vendo-a por dois ângulos e entendendo a melhor, à exatidão. Representaria crescimento para o condutor, que saberia avaliar melhor a situação do outro, ensinar-lhes-ia a respeitar o trânsito e principalmente a vida. Uma vez que lida com o mais precioso dos dons, o órgão deveria ser o mais criterioso possível, fiscalizando mesmo a quem já tivesse a primeira habilitação (que deveria ser temporária ou condicional), com blitzes contínuas e sobretudo severas e minuciosas. Minha opinião, não é voz isolada; em encontros de motociclistas, esporádicos ou planejados, esse assunto sempre vem à tona. Mesmo quando se para em qualquer lugar buscando proteção da chuva, não raro sempre se relata acontecidos envolvendo os dois tipos de veículos e a conclusão a que se chega é que a culpa é do motorista do CARRO. Alguns com detalhes bizarros: um caso relatado foi o de que um carro derrubou uma moto - e o ocupante - e a condutora do veículo que bateu saiu do carro ainda falando ao celular, achando que tinha toda a razão!

                                                                                                  JB – Motociclista  de Mossoró  - RN


         No texto você pode observar a intenção do leitor “JB” de se dirigir ao editor demonstrando
respeito por mais que ele discordasse da reportagem publicada no jornal. Sempre que vamos escrever, precisamos escolher que nível de formalidade vamos dar ao nosso texto. Isso depende
da situação de comunicação e do nosso interlocutor.
            Se escrevemos para colegas numa situação de proximidade, camaradagem, utilizamos o registro informal. Esse registro permite gírias, abreviações…
            Agora, se escrevemos para alguém com quem não temos intimidade, numa situação que exija demonstrar respeito e formalidade, devemos escolher o registro formal. Esse registro exige o uso da norma padrão, ou seja, da norma culta.

Sobre o texto

1) A quem se destina a carta do leitor de Mossoró/RN?

2) Qual é o tema que, abordado no jornal Correio da Tarde, provocou, no leitor, a reação de escrever uma carta defendendo seu ponto de vista?

3) Qual a tese defendida pelo autor da carta?

4) O leitor argumenta que os motoristas de transportes de “4 rodas” não têm respeito com a vida humana.
Retire do texto os exemplos nos quais ele apoia seus argumentos.

5) O leitor apresenta uma solução para o conflito entre motoristas e motociclistas. Qual?

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