segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Leitura


Leitura
é aventura,
procura,
agrura.
Mas também
é doçura,
arquitetura
de sonhos.

                                                     Aureliano

sábado, 26 de janeiro de 2013

Valores

                                                                                                                      http://adao.blog.uol.com.br/

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Leitura de férias III

                                                        A menina que desenhava




 Em uma cidadezinha do interior, vivia uma menina chamada Isabela. A menina morava com seus pais e seu irmãozinho e adorava desenhar. Vivia desenhando. Sua cidade era muito bonita, tinha um parque cheio de árvores, pássaros e um lago com muitos peixinhos coloridos. Isabela adorava a natureza que havia a sua volta. O céu de lá era de um azul tão azul, mas tão azul, que contrastava com aquelas nuvens tão branquiiiinhas! E o ar? O ar dava gosto de respirar de tão puro. À medida que Isabela crescia, sua cidade também se desenvolvia. Mas tinha um problema: a cidade dela crescia desordenadamente e, por isso, aconteceram coisas horríveis. De repente, as árvores foram desaparecendo e, em seus lugares, foram surgindo prédios, fábricas, lojas e outras coisas mais. Então Isa começou a ficar muito preocupada, pois aquelas cores das quais ela tanto gostava – o verde das árvores, o azul do céu, o vermelho das flores – aos poucos foram desaparecendo. Foi aí que ela teve uma ideia: antes que tudo isso deixasse de existir, ela foi desenhando e pintando para não esquecer, nunca mais, como era toda aquela natureza que um dia existira. Ela começou pelo parque. Fez então um desenho lindo, com todas aquelas árvores bem verdinhas. Foi ótimo, pois, no outro dia, destruíram o parque para construir um shopping. Depois ela fez um desenho daquele céu azul, com aquelas nuvens branquinhas. Foi bem na hora, pois, no outro dia, inauguraram uma fábrica que soltava uma fumaça terrível, e a cidade não viu mais aquele céu azul. Depois Isabela resolveu desenhar o lago com os peixinhos. E sabe que, no outro dia, resolveram despejar o esgoto da cidade justamente naquele lago?! Ainda bem que tinha um riozinho que ligava esse lago ao mar, e foi por aí que vários peixinhos fugiram, inclusive Biu, o peixe-boi que morava lá. Infelizmente os que não conseguiram fugir acabaram morrendo. A menina começou a prestar atenção nas pessoas que moravam na cidade e observou que elas não tinham mais aquela alegria de antes, viviam preocupadas, sempre com pressa e até meio cinzentas. Nem tempo para contar ou ouvir histórias elas tinham mais, coitadas... Isabela sabia que as pessoas estavam daquele jeito porque não tinham mais aquelas cores em suas vidas. Foi aí que ela teve outra grande ideia: para que as pessoas pudessem lembrar como era bonita a sua cidade, ela ampliou e espalhou seus desenhos para que todos os vissem. Naquele dia, aconteceu uma coisa extraordinária: as pessoas realmente pararam para ver os desenhos, a fábrica parou, os carros pararam e todos ficaram super emocionados, relembrando como eram felizes vivendo com toda aquela natureza por perto. Aconteceu, então, que as pessoas perceberam que tinham de fazer alguma coisa para trazerem as cores de volta. Decidiram que iriam replantar as árvores, organizar as fábricas para que elas não poluíssem o meio ambiente, resolver de outra forma o problema de esgoto para que os peixinhos voltassem. Decidiram, então, tomar todas as providências para que a natureza não fosse, outra vez, tão esquecida. Tudo isso foi feito e aquela cidade voltou a sorrir. Sabe o melhor? Isabela, a menina que desenhava, entrou para a história daquela cidade. Construíram uma estátua para ela no meio da nova praça, cheia de árvores e pássaros. Sabe o que mais? Biu, o peixe-boi, voltou para o lago e trouxe toda a sua família. 

 Márcia Hazin 

Retirado e adaptado de HTTP://sitededicas.ne10.uol.com.br/conto_leitor10a.htm Sobre a Autora: A autora é formada em Arquitetura   e reside na cidade de Recife, Pernambuco.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Ao dia do LEITOR


                         
                         Todo leitor
                         tem em si
                         uma paixão
                         incondicional
                         pela descoberta.
                         Esteja ela contida
                         no amor,
                         na dor,
                         na flor,
                         na cor,
                         no rancor,
                         no valor
                         de uma história,
                         da qual
                         também é seu ator,
                         seu autor.

                                                     AURELIANO

sábado, 5 de janeiro de 2013

Leitura de Férias II


                                  O cachorrinho deficiente




         
Um menino pergunta o preço dos filhotes à venda. 
“Entre 30 e 50 dólares”, respondeu o dono da loja.

O menino puxou uns trocados do bolso e disse: ”Eu só tenho 2,37 dólares, mas eu posso ver os filhotes?”
 O dono da loja sorriu e chamou Lady, que veio correndo, seguida de cinco bolinhas de pelo. Um dos cachorrinhos vinha mais atrás, mancando de forma visível. Imediatamente o menino apontou aquele cachorrinho e perguntou: ”O que é que há com ele?”
 O dono da loja explicou que o veterinário tinha examinado e descoberto que ele tinha um problema na junta do quadril, sempre mancaria e andaria devagar.
 O menino se animou e disse: ”Esse é o cachorrinho que eu quero comprar!”
 O dono da loja respondeu: ”Não, você não vai querer comprar esse. Se você realmente quiser ficar com ele, eu lhe dou de presente.”
 O menino ficou transtornado e, olhando bem na cara do dono da loja, com o seu dedo apontado, disse: ”Eu não quero que você o dê para mim. Aquele cachorrinho vale tanto quanto qualquer um dos outros e eu vou pagar tudo. Na verdade, eu lhe dou 2,37 dólares agora e 50 centavos por mês, até completar o preço total.”
 O dono da loja contestou: ”Você não pode querer realmente comprar este cachorrinho. Ele nunca vai poder correr, pular e brincar com você e com os outros cachorrinhos.”
 Aí, o menino abaixou e puxou a perna esquerda da calça para cima, mostrando a sua perna com um aparelho para andar. Olhou bem para o dono da loja e respondeu: ”Bom, eu também não corro muito bem e o cachorrinho vai precisar de alguém que entenda isso.”
 “Muitas vezes desprezamos as pessoas com as quais convivemos diariamente, simplesmente por causa dos seus “defeitos”, quando na verdade, somos tão iguais ou pior do que elas e sabemos que essas pessoas precisam apenas de alguém que as compreendam e as amem não pelo que elas podem fazer, mas pelo que são.


Autoria Desconhecida

O texto é muito comovedor e traz-nos uma mensagem  belíssima.

Li no blog  http://gamabrasil.com.br/blogdocarmina/?p=124

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Leitura



Quem lê terá sempre algo a mais para ser compartilhado, sempre terá um assunto na ponta da língua. Poderá, inclusive, por meio da leitura, fazer novas amizades para além dos muros dos seus limitados arredores.

 MARIA, Luzia de. O clube do livro: ser leitor – que diferença faz? São Paulo: Globo, 2009. 333p.