quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Narrativa de aventura - Análise textual


EMEF Prof. Fernando Pantaleão
Língua Portuguesa – Leitura e Análise Textual – Narrativa de Aventura
7º Anos  - 4º Bimestre / 2013

No livro Vinte mil léguas submarinas, de Júlio Verne, conta-se que, em 1866, correu o mundo uma história sobre a existência de um monstro gigantesco que habitava o fundo do mar e causava danos às embarcações. O que não se sabia é que, na realidade, tratava-se do submarino Nautilus, onde viviam o capitão Nemo e alguns companheiros.
Ao tentar capturar esse monstro, alguns tripulantes de um navio caem no mar e são salvos pelo capitão Nemo. São eles: o professor Aronnax, seu ajudante e Conselho e Ned  Land, um pescador de baleias. No Nautilus, eles acabam realizando uma fantástica viagem submarina.

.  Veja a ilustração  do filme Vinte mil léguas submarinas de Walt Disney. Que monstro aparece em destaque?





.  Será que essa criatura oferece perigo ao submarino e seus tripulantes?

O  ataque dos polvos

            O Nautilus navegava com rapidez. Ultrapassamos o círculo polar e, no dia seguinte, avistamos uma coisa a oeste. Era a Terra do Fogo, na extremidade da América do Sul. Submergimos e continuamos a seguir para o norte, pelo oceano Atlântico. No dia 20 de abril, chegamos à altura das Antilhas. Navegávamos a uma profundidade de mil e quinhentos metros. Conselho, Ned e eu observávamos o fundo do mar, pela vidraça do salão. De repende, Ned exclamou:
            —Vejam! Que monstro horrível!
            Olhei para onde ele apontava e assustei-me. Diante de meus olhos agitava-se um polvo de tamanho colossal, nada menos que oito metros de comprimento. Seus oito braços contorciam-se com violência. No centro, destacavam-se da cabeça duas mandíbulas medonhas, que lembravam um gigantesco bico de papagaio.
            O Nautilus avançava devagar e o monstro acompanhou-nos.
            —Lá estão outros! — gritou Conselho.
            Mais seis monstros juntaram-se ao primeiro. Vez por outra, um deles investia contra nós.
            Ouvíamos o estalido de seu bico no casco de metal.
            De repente, sentimos um choque. O ruído da hélice cessou. Passou-se um minuto e entrou o capitão Nemo, acompanhado de seu imediato. Não nos cumprimentou. Foi direto até a vidraça e observou os polvos. Disse algumas palavras ao imediato e este saiu.
            — Ótima  coleção de monstros temos aqui — eu disse ao capitão.
            — É verdade — respondeu ele — , e vamos combatê-los corpo a corpo.
            — Corpo a corpo? — repeti.
            — Sim, professor. A hélice está presa. Parece que um desses polvos se agarrou nela. Não podemos navegar sem livrá-la.
            O capitão dirigiu-se à escada da escotilha e nós o seguimos. Ali estavam uns dez homens, armados de machadinhas. Eu e Conselho também pegamos armas iguais. Ned preferiu seu arpão.
            O Nautilus atingiu a superfície. Logo que a tranca da escotilha foi levantada, um daqueles longos braços penetrou pela abertura. Com um golpe de machadinha, o capitão Nemo cortou o tentáculo. O monstro retirou-se e saltamos para fora.
            Dois outros braços agarraram um marinheiro e o ergueram no ar. O homem gritava em desespero. Nemo lançou-se contra o monstro e cortou-lhe mais um braço. Nesse momento, o animal expeliu um jato líquido escuro. Ficamos cegos. Quando a nuvem se dissipou, o polvo havia desaparecido no mar e, com ele, o marinheiro que segurava.
            Outros polvos gigantes rastejavam sobre o Nautilus. Lancei-me sobre um deles e enterrei-lhe a minha machadinha. Os homens distribuíam golpes cortantes entre a profusão de tentáculos, sob  ondas de sangue e tinta negra.
            A luta durou cerca de quinze minutos. Os monstros, ferido de morte ou mutilados, abandonaram o navio e desapareceram.
            Depois de liberarem a hélice, os marujos voltaram para o interior do submarino. O capitão Nemo, tinto de sangue, permaneceu imóvel no passadiço, contemplando o mar que havia engolido um de seus homens. Algumas lágrimas corriam-lhe pela face.

                          Júlio Verne. Vinte mil léguas submarinas. São Paulo: Scipione, 2004. P. 38-40.

Análise da Leitura

1. Com base no que você leu, identifique cada personagem, anotando seu nome no caderno, e aproveite para conhecer um pouco mais sobre elas.

a. Era o dono do submarino e evitava contato com as pessoas de fora.
b. Era professor de História Natural e autor de um livro sobre seres do mar.
c. Era um rapaz dedicado, que acompanhava e auxiliava o professor.
d. Nasceu no Canadá e era considerado o rei dos arpoadores de baleia.

2. O texto é narrado por uma das personagens. Quando isso acontece, dizemos que a narração é feira em primeira pessoa.

a. Quais os pronomes que representam a primeira pessoa?
b. Qual personagem é também o narrador da história?
c. Transcreva um trecho do texto que comprove que o narrador participa da história como personagem.

3. Por que o narrador chama os polvos de monstros?

4.  O capitão Nemo, referindo-se aos polvos, informa: “vamos combatê-los corpo a corpo”.

a. O que significa “corpo a corpo”  nessa frase?
b. Por que, segundo o capitão Nemo, era preciso combater os polvos?

5.Que parte do submarino o polvo estava prendendo?

6. Por onde as pessoas entram e saem  do submarino?
7. Por onde as personagens avistaram os polvos?

8. Qual arma foi usada por Ned para combater os gigantescos polvos? E os outros tripulantes do navio , que armas usaram?

9. Segundo o texto, cada polvo tinha oito braços. Que outra palavra no texto define com mais precisão essa parte do corpo dos polvos?

10. Releia este trecho de texto: “ Diante de meus olhos agitava-se um polvo de tamanho colossal”

 a. Pesquise no dicionário o sentido da palavra “colossal” .
 b. Com base na sua pesquisa explique por que os polvos do texto eram colossais?

11. Releia o trecho abaixo:

“No centro, destacavam-se da cabeça duas mandíbulas medonhas, que lembravam um gigantesco bico de papagaio”

a. Que substantivos dão origem aos adjetivos medonho e gigantesco?
b. Consulte o significado dessas palavras no dicionário?

12. Em uma das paredes do submarino havia uma vidraça. Veja a impressão que o narrador teve quando viu pela primeira vez o mar através dela.

“Lá fora, o mar era distintamente visível a uma longa distância. Que espetáculo! Consegui distinguir alguns peixes. Era como se estivesse de um * sem  fim.
Não sei quanto tempo teria permanecido alço se o capitão não me chamasse [...].”

 Que palavra pode substituir o asterisco no texto?

(    ) tanque        (    ) lago        (    )  aquário       (    ) pesqueiro       (    )  riacho

b. Por que o narrador ficaria muito tempo diante da vidraça?

13. Por que não foi possível salvar o marinheiro que fora pego pelo polvo?

14. O fato de o capitão Nemo ter chorado silenciosamente pela morte do companheiro demonstra o quê?

15. Uma das personagens do texto é um caçador de baleias.

a. Que personagem é esse?

b. Em 1866, ano em que se passa a história, ainda havia muitas baleias, mas atualmente, esses animais correm risco de extinção. Em sua opinião, por que houve uma grande redução do número de  baleias?

c. Será que em nossa época alguém escreveria em que um dos heróis fosse um caçador de baleias? Por quê?


Fonte:
 Língua Portuguesa – Adson Vasconcelos – Aprender juntos    3ª ed. São Paulo : Edições SM, 2011.


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