terça-feira, 19 de novembro de 2013

LER


Artigo de Opinião - Análise de Leitura



EMEF Prof. Fernando Pantaleão

Língua Portuguesa – Artigo de Opinião – Análise Textual – 4º Bimestre /2013 – 9º ano


SOU CONTRA A REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL

Renato Roseno

                A brutalidade cometida contra dois jovens em São Paulo reacendeu uma fogueira: a redução da idade penal. Algumas pessoas defendem a ideia de que a partir dos dezesseis anos os jovens que cometem crimes devem cumprir pena em prisão. Acreditam que a violência pode estar aumentando porque as penas que estão previstas em lei, ou a aplicação delas, são muito suaves para os menores de idade. Mas é necessário pensar nos porquês da violência, já que não há um único tipo de crime.
                Vivemos em um sistema socioeconômico historicamente desigual e violento, que só pode gerar mais violência. Então, medidas mais repressivas nos dão a falsa sensação de que algo está sendo feito, mas o problema só piora. Por isso, temos que fazer as opções mais eficientes e mais condizentes com os valores que defendemos.
                Defendo uma sociedade que cometa menos crimes e não que puna mais. Em nenhum lugar do mundo houve experiência positiva de adolescentes e adultos juntos no mesmo sistema penal. Fazer isso não diminuirá a violência. Nosso sistema penal como está não melhora as pessoas.O problema não está só na lei, mas na capacidade para aplicá-la.
                Sou contra porque a possibilidade de sobrevivência e transformação desses adolescentes está na correta aplicação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Lá estão previstas seis medidas diferentes para a responsabilização de adolescentes que violaram a lei. Para fazer bom uso do ECA é necessário dinheiro, competência e vontade.
                Sou contra toda e qualquer forma de impunidade. Quem fere a lei deve ser responsabilizado. Mas reduzir a idade penal é ineficiente para atacar o problema. Problemas complexos não serão superados de modo simplório e imediatista. Precisamos de inteligência, orçamento e, sobretudo, de um projeto ético e político de sociedade que valorize a vida em todas as suas formas. Nossos jovens não precisam ir para a cadeia. Precisam sair do caminho que os leva até lá. A decisão agora é nossa: se queremos construir um país com mais prisões ou com mais parques e escolas.
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Renato Roseano é advogado, coordenador do Centro De Defesa da Criança e do Adolescente (Cedeca –Ceará) e da Associação Nacional dos Centros de Defesa da Criança e do Adolescente (Anced).
Fonte: www.cedecaceara.org/maioridadena.htm


 Atividade
 
Ler novamente o texto e responder as questões a seguir:

a) Quem é o autor do texto? Em que ele é especialista?

b) Onde o texto foi publicado?

c) Qual é a questão polêmica?

d) O autor refere-se a um acontecimento que o levou a escrever esse artigo. Que acontecimento foi esse?

e) Qual a posição do autor a respeito da polêmica?

f) Que argumentos ele usa para justificar sua posição?

g) No texto, o autor apresenta argumentos de pessoas que discordam dele. Que argumentos são esses?

h) O autor propõe alguma alternativa de tratamento para os jovens infratores, ou seja, reflete a respeito de uma solução para a polêmica?

i) Qual o objetivo do autor?

j) Quem é o público leitor?

http://casagrandedm.blogspot.com.br/2012/08/oficina-ii-artigos-de-opiniao-o-artigo.html

domingo, 3 de novembro de 2013

A Ilha do Tesouro



A ilha do tesouro

                Num lugarejo litorâneo da Inglaterra, nos idos de 17... , século XVIII, a chegada de um personagem extraordinário a pequena estalagem Almirante Benbow chamou a atenção de Jim Hawkins um garoto com apenas doze anos. O marujo, apresentou-se como Capitão Bill Bones. Passava os dias embriagando-se com rum enquanto vigiava sem descanso, o caminho para a estalagem. Durante um dos ataques que o acometiam pelo excesso de bebida, Bill Bones, acreditando que ia morrer, confessou ter servido como imediato no navio de um temível pirata, Capitão Flint de quem havia herdado o mapa de um tesouro. Vivia apavorado com a possibilidade de ser encontrado por seus antigos companheiros, em especial um homem com uma perna de pau de quem dizia, o próprio Flint tinha medo. E realmente chegaram outros dois piratas trazendo para o capitão a marca negra, um aviso macabro que anunciava ao condenado a hora da sua morte. Com o pavor e o excesso de rum Bill Bones morreu e o jovem Jim, compreendendo o terrível perigo que seria continuar na estalagem, fugiu levando consigo algumas moedas de ouro e o mapa do tesouro. Aconselhando-se com seus amigos, Dr. Livesey e Lorde Trelawney a quem mostrou o mapa, Jim iniciou sua aventura. Partiram para o Porto de Bristol, na costa oeste da Inglaterra, a fim de providenciar o necessário para sua expedição à Ilha do Tesouro. No porto travaram conhecimento com Long John Silver um veterano do mar e o contrataram como cozinheiro do Hispaniola, uma escuna moderna para a época, rápida e de fácil manejo. Através do mesmo Long John escolheram toda a tripulação a exceção do capitão Smollett e de outros dois oficiais. Logo ficaria evidente para todos que Long John Silver com sua perna de pau, sua inteligência brilhante, suas maneiras matreiras e seu papagaio (que ele chamava de Capitão Flint e que carregava empoleirado sobre um dos ombros aos gritos de “moedas de ouro, moedas de ouro..”.), era bem mais que um simples cozinheiro. Finalmente o Hispaniola partiu. Tal era o domínio que Silver exercia sobre os homens que durante muitos dias nada pareceu errado, até a noite em que Jim ouviu inadvertidamente Silver falar sobre um motim para tomar o navio. Jim contou o que ouvira a seus amigos e foi só a custa de grande domínio e muito sangue frio que os oficiais conseguiram seguir viagem sem deixar que os marujos percebessem estarem a par do terrível perigo que corriam. Sabiam que Silver não faria nada até estarem em terra, na Ilha do Tesouro e de posse do mapa. Conseguiram iludir os piratas e na Ilha entrincheiraram-se numa paliçada fortificada com mantimentos e munição. No entanto o jovem Jim, seguindo um impulso aventureiro, havia escapado para a ilha num dos botes dos piratas e embrenhou-se na mata, encontrou um personagem ainda mais extraordinário, o velho Ben Gunn, que havia sido abandonado na ilha três anos antes. Dentre as loucuras que dizia Ben Gunn falou de um barco que havia construído e isso interessou a Jim.Na paliçada com seus amigos, Jim relatou seu encontro com o pobre louco. Seguiram-se terríveis batalhas entre os piratas assassinos e os homens da paliçada, nenhuma proposta de trégua sendo aceita em troca do precioso mapa ambicionado por Silver. Jim sempre fiel aos seus instintos, abandonou a paliçada clandestinamente para procurar o pequeno bote construído por Ben Gunn. Voltou ao Hispaniola, e com uma manobra arriscadíssima em que quase perdeu a vida, levou a escuna para uma praia distante, protegida por rochedos que a defenderiam dos fortes ventos, ali deixou o navio encalhado na areia, pronto para ser retomado por seus amigos. Voltou para terra orgulhoso do feito e foi direto para a paliçada.           Entrou em silêncio, à noite enquanto todos dormiam e só percebeu seu erro quando ouviu os gritos do papagaio, Capitão Flint, “moedas de ouro, moedas de ouro, moedas de ouro...” Caiu prisioneiro dos piratas. A posição de Silver como líder estava muito enfraquecida.  Para os piratas a expedição havia sido um desastre, reduzidos a seishomens, alguns doentes com malária, obrigados a aceitar a liberdade dos oficiais em troca de algum mantimento para não morrerem de fome, e sem o tesouro. Apenas o grande conhecimento de Silver sobre aqueles homens que embora rudes assassinos eram de uma ingenuidade absoluta, crédulos e incrivelmente supersticiosos o mantivera vivo e com voz de comando. Mas corria incrível perigo e com ele Jim Hawkins. A visita do Dr. Livesey na sua missão de médico, deu a Silver a oportunidade de negociar para si a proteção dos oficiais em troca da defesa da vida de Jim. E assim quando a busca ao tesouro revelou que o baú com as moedas de ouro havia sido levado por Ben Gunn há muito tempo e os instintos assassinos dos piratas voltaram-se contra Long John Silver e o menino, as armas vigilantes dos oficiais dispararam para proteger a ambos. Com os piratas definitivamente derrotados o Hispaniola partiu com seus oficiais, Jim, o tesouro, Ben Gunn e Long John Silver. A fuga do pirata levando consigo parte do tesouro deixou um eco com os gritos estridentes do papagaio, “moedas de ouro, moedas de ouro, moedas de ouro...”


                           Fonte: http://pt.shvoong.com/books/473774-ilha-tesouro/#ixzz1O9FfnnZB

sábado, 2 de novembro de 2013

Humor


Letramento

                                            O que é Letramento ?





" Letramento não  é um gancho em que se pendura cada som enunciado,
Não é treinamento repetitivo de uma habilidade, nem um martelo quebrando blocos de gramática.

Letramento é diversão, é leitura à luz de vela ou lá fora, à luz do sol.
São notícias sobre o presidente.
O tempo, os artistas da tevê e mesmo Mônica e Cebolinha nos jornais de domingo.

É uma receita de biscoito, uma lista de compras, recados colados na geladeira, um bilhete de amor, telegramas de parabéns e cartas de velhos amigos.

É viajar para os países desconhecidos, sem deixar sua cama, é rir e chorar com personagens, heróis e grandes amigos.

É um atlas do mundo, sinais de transito, caças ao tesouro, manuais, instruções guias e orientações em bulas de remédios, para que você não fique perdido.

Letramento é , sobre tudo, um mapa do coração do homem, mapa de quem você é, e de tudo que você pode ser".


Este poema se encontra no livro letramento, um tema em três gêneros, de Magda Soares. (Editora Autêntica, 1998)

Imagem : Livros na prateleira - Joni Di Pirro