terça-feira, 25 de novembro de 2014

Sujeito e predicado

EMEF  Prof Fernando Pantaleão
Língua Portuguesa -  Recuperação I  - Sujeito e  Predicado - 6º Ano - 4 Bimestre 2014
Aluno(a)......................................................... Nº: ..........Série...................Data:...............                           
1. Identifique, nas orações abaixo, o sujeito e seu núcleo e classifique-o:
a) A menina distraída perdeu o anel.
b) O cachorro barulhento e o papagaio tagarela chamam a atenção.
c) Os alunos deram um duro na prova.
d) O motorista novo errou o caminho.
e) Ali vêm os meus AMIGOS.
f) Divertiam-se muito as crianças.
g) Nosso TIME venceu a partida.
h) A torcida, animada, aplaudia os atletas.

2. TRANSFORME o sujeito simples em sujeito composto, usando a palavra entre parênteses, e fazendo as adaptações necessárias na frase:
a) A mãe estava eufórica. (filhos)
b) O terreno é nosso. (CASA)
c) A jabuticabeira está carregada de frutos. (abacateiro)
d) O jasmim perfuma o ar. (cravo)
e) A CASA é nossa. (cachoeira)
f) O vale é verde. (montanha)
g) O filho concordou. (filha)
h) Desculpou-se o rapaz. (moça)

3. Escreva nos parênteses –; SC para sujeito composto; SS para sujeito simples;  SO para sujeito oculto. Se for  simples ou composto  também sublinhe o sujeito. Se for oculto, indique-o entre parênteses.  

a. (     ) A escola ficava num morro.
b. (     ) Os meninos e as meninas estavam no pátio.
c. (     ) A abelha e o beija-flor sugam o néctar das flores.
d. (     ) Gosto da natureza.
e. (     ) Na calçada, ao relento da madrugada, dormia um pobre cão.

4. RETIRE da frase o que se pede entre parênteses:

a) Helena defendeu Henrique. (sujeito)
b) O velho pátio estava vazio. (núcleo do sujeito)
c) Minha jóia desapareceu. (predicado)
d) Tu eras  conscienciosa. (sujeito)
e) Você acertou. (predicado)
f) O rapaz desistiu. (predicado)
g) A pulseira nova sumiu. (núcleo do sujeito)
h) Os cochichos eram muitos. (núcleo do sujeito)                                                                

sábado, 18 de outubro de 2014

Resumo - Estrutura do Gênero Narrativa de Aventura

EMEF Prof. Fernando Pantaleão
Língua Portuguesa - Resumo : Estrutura do Gênero Narrativa de Aventura -  7º Ano- 4º Bimestre /2014

Narrativa de aventura

A narrativa de aventura é cheia de acontecimentos grandiosos e emocionantes que podem ser engraçados, absurdos ou perigosos.



Características estruturais:

Enredo;
Personagem;
Espaço;
Tempo;
Narrador.

O  ENREDO

Em geral, uma sequência narrativa (Adam, 1992, em Bronckart, 1997) organiza-se em cinco fases obrigatórias:

•"situação inicial", em que são apresentados os elementos de base que preparam o desenrolar da trama;
•"fase de complicação", em que é criada uma tensão devido à introdução de um elemento perturbador;
•"fase de ações", que agrupa os acontecimentos ocorridos na fase anterior;
•"fase de resolução", em que os novos acontecimentos possibilitam a resolução parcial ou total dos conflitos anteriores;
•"situação final", que introduz um novo estado de equilíbrio.


         Numa narrativa de aventura, o mais importante são as peripécias e os acontecimentos inesperados que o herói vive ao longo da história, que se passa num determinado espaço e num determinado tempo. Ou seja, o mais importante é a sequência de ações das personagens.
Geralmente existe um objetivo à ser alcançado e para atingi-lo, são enfrentadas situações perigosas  que desafiam as personagens. O momento culminante do enredo  é o clímax

 PERSONAGENS

Personagem principal: herói.
        
A presença do herói  representando as capacidades humanas  (como coragem, força de vontade, etc) que serão colocadas à prova, o que ressalta ainda mais tais valores. O protagonista geralmente é valente, audacioso
O herói enfrenta piratas, ladrões, animais, criaturas estranhas, a floresta densa e misteriosa.

Antagonistas ou vilões

Contrapõem ao herói; é possível que eles não apresentem características tão maléficas;eles apenas representam um obstáculo a ser vencido e que, uma vez transposto , permite ao protagonista, atingir o objetivo desejado.

Importante :  Não confundir herói com super-herói. O herói não tem os poderes mágicos dos super-heróis, suas características humanas permanecem, mas o desejo de aventura e de justiça são inerentes à sua personalidade. 


NARRADOR

. Narrador oculto, não se apresenta- narra em terceira pessoa fatos, sentimentos, opiniões, defeitos e qualidades das personagens.
.  Faz antecipações, ou prevê o rumo que as ações irão tomar.
. Quando o narrador é em primeira pessoa: a história em geral, é uma confissão, um diário ou autobiografia;

TEMPO

. Sequência cronológica – forma linear;
. Quando não corresponde ao tempo cronológico; seguem lembranças, emoções, sensações dos personagens;
. Flash backs – recursos para o tempo psicológico- narrativa não-linear;
Importante: o tempo é fictício, quer seja cronológico ou psicológico.

ESPAÇO

Diverso: uma viagem por terra, na floresta,, uma passeio a bordo de um balão, caça tesouro em uma ilha deserta, etc.

O espaço pode exercer uma forte influência nas personagens chegando a modificar o seu comportamento.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Ao Professor


                                             Mensagem  via  Dalíngua portuguesa

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Dia do Professor





                                        
                                      


                                   Ao PROFESSOR,  menos dor,

                                   Mais AMOR.

                                   Mais VALOR.

                                   Para ele, não apenas uma FLOR,

                                   Mas todas as FLORES,

                                   Todos os AMORES.
                                 
                                   Que DEUS possa abençoá-lo

                                   Todos os dias.

                                   Possa mantê-lo íntegro,

                                   Resistente às arrogâncias  "pedantegógicas"

                                   Que assolam a Educação neste país,
                                   
                                   E que agora, o querem e  du  ca  dor ,

                                   Como se dor pudesse ser educada.
                              
                                   Professor deve passar conhecimento,

                                   científico, filosófico, técnico, histórico, cultural...

                            

                                   professor (ô) sm. Aquele que ensina uma ciência,
                                   
                                   arte, técnica; mestre. ( Minidicionário Aurélio).




                                    
         Imagens livres  Net   - Magistério

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Interpretação de Tira


EMEF Prof Fernando Pantaleão

Língua Portuguesa  - Análise de  tira de quadrinhos -  6o.Ano


As tiras ou tirinhas, como são mais conhecidas, são uma ramificação dos Quadrinhos. Segundo RAMOS (2009), “Quadrinhos” é um hiper gênero, ou seja, um rótulo para vários gêneros que possuem várias características em comum. Entre esses gêneros destacamos as HQs(histórias em quadrinhos), as tiras e as charges.

 O Vendedor




1. Nos dois primeiros quadros da tira, percebe-se que o menino

(A) aceita logo a oferta do homem.
(B) discute o preço das balas com o homem.
(C) negocia o preço da sua mercadoria.
(D) oferece a sua mercadoria aos gritos.

2. O recurso utilizado na tira para apresentar a fala dos personagens é


(A) o gesto.
(B) a cor.
(C) o tipo de letra.
(D) o balão.

3. A fala do menino, no último quadro da tira, sugere


(A) aborrecimento.
(B) bondade.
(C) preconceito.
(D) inveja.

4. No segundo quadro da tira, a fala do menino marcada com um duplo ponto de exclamação, reforça


(A) a irritação com o trabalho.
(B) o desinteresse pela venda.
(C) o apelo para vender.
(D) a pressa em vender.

5. Em “Não trabalho com pedestre”, o termo destacado refere-se a pessoas que


(A) andam de ônibus.
(B) caminham a pé.
(C) passeiam de bicicleta.
(D) viajam de carro.


terça-feira, 29 de julho de 2014

O ciclo da vida: Glen Keane – The Duet


Animação feita por ex-desenhista da Disney sobre o ciclo da vida. “The Duet” foi dirigido por Glen Keane para o Google.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Crônica - análise textual

EE Profa. Margarida Maia de Almeida Vieira
Língua Portuguesa – Leitura e Análise Textual – Gênero Crônica – 6º Ano  - 3º Bimestre /2014



Coração conta diferente

         —  Ai...
         —  O que é que você tem, Tiago?
         Quem falou ai fui eu. Quem me perguntou o que é que eu tinha foi o Renato, que fica sentado do meu lado e pode vigiar tudo o que faço. Ele deve ter pensado que alguma coisa estava doendo. Mas esse ai não era de dor.
         Então, suspirei de novo, mas agora sem falar nada. Esse suspiro saiu como um sopro, que balançou as folhas do meu caderno. E pra dentro, baixinho, pra ninguém escutar, eu gemi: Ai, Adriana...
          É que ela levantou para ir ao quadro. Logo hoje que ela soltou o cabelo comprido daquele rabo-de-cavalo que ela costuma usar. O cabelo dela é tão lindo... Parece de seda e tem um brilho que eu ia dizer que parece o Sol. Mas a Adriana tem cabelos pretos e Sol moreno fica meio esquisito.
7x5 =45...
         — Tá errado, tia! Tá errado! — gritou toda esganiçada a Catarina.
      A tia então mandou a Adriana sentar. A Catarina correu e meteu o apagador em cima daqueles números tão bem desenhados, corrigindo com um 35 tão sem graça quanto a sua voz.
          Adriana voltou pro lugar dela e eu nem pude ver se ela estava com a cara muito vermelha. Ela ficou com a cabeça abaixada um tempão. Eu senti que ela estava triste e fiquei muito triste também. Aí, arranquei a beiradinha da última página do meu caderno e escrevi:
         Não liga, Adriana. O 45 que você escreve é tão lindo quanto o seu cabelo.
    Dobrei meu bilhete. Fiz bem depressa uma bolinha com o bilhete dobrado, mirei e joguei. Ela caiu no colo da Adriana.
    Meu coração bateu depressa. Ai, ai, ai, meu coração martelando tanto sai do peito. A Adriana foi desamassando o bilhete bem devagar. Ela leu, depois guardou dentro do estojo. Nem olhou pro meu lado. De repente me lembrei de uma coisa terrível: EU NÃO TINHA POSTO O MEU NOME NO PAPEL!
         Nisso, a tia me chamou. Eu só pensava naquela confusão.
         —Tá errado! Tá errado! Deixa eu fazer, tia?
    Eu olhei pro quadro e entendi... 8 x 6 = 36... A tia me mandou sentar. Fui, morrendo de sem graça.
    Cheguei na minha carteira e vi uma bolinha  de papel bem em cima do meu caderno. Quando ninguém estava mais olhando, eu disfarcei e abri:
         Eu também me amarro no seu 36.
         No cantinho do papel estava assinado: Adriana

                     Coração conta diferente .  Lino de Albergaria São Paulo:  Scipione, 1992.

1- Analise o texto lido e use V (verdadeiro) ou F (falso):

(      ) O texto é uma narrativa.  
(      ) O texto pode ser considerado um poema porque está escrito em versos.
(      ) O autor transcreve as falas das personagens, por meio do discurso direto.
(      ) O narrador é personagem porque participa das ações da história contada.
(      ) O narrador é observador, porque não participa da história contada.

2- Faça a correspondência, de acordo com o texto:

(A) Tiago                    (      )  Tem lindos cabelos pretos.
(B) Renato                 (       )  Narra a história.
(C) Adriana                (       )  Senta-se  próximo ao narrador.
(D) Catarina               (       ) Tem a voz esganiçada.

3- No 2º parágrafo o narrador explica que o “ai” que ele disse não era de dor. De acordo com o texto, o que significa esse “ai”?

4- Como a professora da turma é tratada no texto?

5- O narrador ia comparar o brilho dos cabelos de Adriana com o Sol, mas desiste. Retire do texto a frase que indica porque a comparação não era boa.

6- Qual personagem do texto descobre o erro de Adriana e corrige os números no quadro?

7- Adriana descobriu quem tinha escrito o bilhete para ela? Escreva como você chegou
a essa conclusão?

8- Enumere as ações de acordo com o texto:

(      ) Tiago escreve um bilhete e o joga  para Adriana.
(      ) Catarina grita que a reposta de Adriana está errada.
(      ) Tiago observa Adriana escrevendo no quadro e suspira.
(      ) Adriana erra a resposta.
(      ) Tiago vai  ao quadro e também erra a resposta.
(      ) Adriana retorna para sua carteira e fica de cabeça baixa.
(      ) Adriana responde Tiago escrevendo um bilhete para ele.

9-      A gíria é uma forma de expressão oral ou escrita, usada por determinados grupos em situação de intimidade. Ela faz parte da linguagem coloquial.
        As gírias devem ser evitadas em situações formais ou cerimoniosas porque nessas ocasiões deve-se utilizar a linguagem padrão que obedece às regras da Língua Portuguesa.

  A partir das informações dadas acima, responda:



a)- Adriana usa uma gíria no bilhete que escreve para Tiago. Que expressão indica essa gíria?

b)- Por que foi possível o uso da linguagem coloquial no bilhete escrito por Adriana?

c)-   Reescreva o bilhete de Adriana substituindo a gíria por uma expressão da linguagem padrão, sem alterar o sentido da mensagem.


domingo, 22 de junho de 2014

Análise Textual - 6º ano

EMEF Prof. Fernando Pantaleão

  Língua Portuguesa - leitura e análise textual  - 2º Bimestre2014  - 6º Ano

  Aluno: ...........................................Nº: ..........Série: ..........Data: ....................... 

LOUCO SENTADO NO MURO



Ricardo Azevedo
           
          Era noite escura. Um carro vinha passando na frente de um hospício. De repente, o pneu furou. Descendo do carro, o motorista abriu o porta-malas e pegou o pneu reserva. Depois, com o macaco, tirou o pneu furado e colocou os parafusos numa latinha. Quando colocava o pneu reserva na roda, passou um automóvel em alta velocidade atirando a latinha longe.
            O sujeito ficou parado um tempão procurando os parafusos, mas não achou nada. Desanimado, sentou-se na calçada sem saber o que fazer. Sem os parafusos, como iria prender o pneu? O pior: uma garoinha fria e fina começava a cair.
            Estava assim quando escutou o barulhinho.
            —Psiu, moço.
            Era um louco sentado no alto do muro do hospício. Vestia um pijama listrado, tinha uns óculos desenhados no rosto e um penico enterrado na cabeça.
            —Furou o pneu a?
            O homem do carro não queria puxar conversa, mas, por educação, achou melhor responder:
            —Furou, e o pior é que os parafusos sumiram.
            O louco coçou a orelha com um espanador.
            —Mas isso é muito simples!
            —Lá vem besteira – pensou o homem.
            — Primeiro – explicou o louco – o senhor tira um parafuso de cada pneu; depois prende o pneu novo com os três parafusos. Com um parafuso a menos em cada roda, dá para andar muito bem. Amanhã, logo cedo, o senhor procura uma loja, compra um jogo de parafusos novos e o assunto está resolvido.
            O homem ficou admirado. A ideia era muito boa. Em pouco tempo, o carro estava pronto pra continuar a viagem.
Antes de partir, agradecido, o homem do carro quis saber:
            —Desculpe a pergunta, mas... você não é louco?
            —Sou – respondeu o outro, picando uma nota de cinco reais com a tesoura.
            — Como conseguiu ter uma ideia tão boa?
            O louco sorriu:
            — Sou louco, mas não sou burro!

 Ricardo Azevedo. Você me chamou de feio, sou feio mas sou dengoso. Fundação Cargill – Coleção Fura-Bolo, 1999. p. 12-13.

VOCABULÁRIO


1) Encontre, no texto, um sinônimo para a palavra “chuva”.

2) O termo “macaco” é empregado, no texto, com qual dos sentidos abaixo?

a. (   ) mamífero do grupo dos primatas  b.  (   ) ferramenta para levantar grandes pesos

ATIVIDADES

1) Ordene as ações abaixo conforme os fatos são narrados no texto:

(   ) O louco deu a sugestão ao personagem de usar três parafusos em cada roda.
(   ) O personagem aceitou a sugestão e o carro voltou a andar.
(   ) De repente, o pneu furou. Ao trocá-lo, o personagem perdeu os parafusos.
(   )  Em uma noite escura, um carro passava em frente a um hospício.
(   ) O louco disse que era louco mas não burro.

2) Quem são os personagens envolvidos no conflito?

3) Como é descrito o louco?

4) Por que o homem pensou “Lá vem besteira”?

5) Por que o homem ficou admirado?

6) A solução da história parte de um determinado personagem que personagem é esse? Por que esse fato torna-se engraçado?

7) Há uma expressão que nos remete ao momento em que tudo acontece. Qual é essa expressão?


sábado, 21 de junho de 2014

Ler livros


"Apenas deveríamos ler os livros que nos picam e que nos mordem. Se o livro que lemos não nos desperta como um murro no crânio, para que lê-lo?"

FRANZ KAFKA, escritor tcheco autor de “A metamorfose

Imagem: "Ziza no atelier" - Arthur Tim Theo da Costa (1882-1923)

domingo, 8 de junho de 2014

História de Assombração - Análise textual

EMEF Prof. Fernando Pantaleão
Língua Portuguesa – Leitura e análise textual – 6º.ano – 2º. Bimestre /2014

HISTÓRIAS DE ASSOMBRAÇÃO
                                                                      
  MÁRIO NEME

Pois não é que eles vinham vindo pela estrada fria, Nhô Bê e Chico, dois homens. Vinham vindo pelo estradão sem fim, naquela noite amarga de escura, nem uma estrela no céu, nenhuma claridade, tudo negro, tudo medonho. Era quase
meia-noite  e eles vinham vindo, só com o facão na cintura, voltando pro rancho.
         Nisso estavam chegando perto da casa do defunto Miguelângelo,  almas do outro mundo. Muita gente já tinha visto as tais almas cantando, tinha dado tiro nelas, mas a bala não pegava. Uma tocava viola, uma viola chorosa e bem afinada, mas ninguém via a viola. Coisa misteriosa. Era mesmo daquelas assombrações que a gente respeita e passa longe, evita elas, mas, Nhô Bê não acreditava “nessas bobagens não”.
         — Isso de assombração é besteira, Chico.
         — Se é, compadre.
         — Pois eu não acredito nisso e acho que é até pecado acreditar. O pessoal lá em casa é meio besta, acredita, isto é, a mulherada que é meio besta.
         — Em casa também compadre.
         — Negadinha boba, Chico. Donde se viu?! Eu nunca tive medo dessas invenções.
         — Nem eu, Nhô Bê, nem eu.
         Eu estava orgulhoso de ver dois bravos com essa coragem formidável, isso sim, era gente pra pôr num conto, até dava gosto lidar com eles. Precisava ver quando, daí a pouco, desabou uma tempestade de acabar o mundo, daquelas mesmo de lavar a terra e a gente não se aguentar em pé debaixo dela.
         Chuáaa, e a aguaceira caía que não era vida! Então, os dois homens estavam bem pertinho da casa mal-assombrada, onde tinham matado o defunto Miguelangelo. Foi uma barbaridade aquela morte, quebraram os dentes dele, quebraram os dedos dos pés e das mãos e depois deixaram o velho ir morrendo devagarzinho, naquele sofrimento, que só aquilo merecia o céu.
         Estava mesmo na frente da casa, e a chuva de não se agüentar embaixo. Nhô Bê falou para o companheiro:
         — Acho que é melhor a gente entrar na casa e esperar passar a chuva, Chico.
         — Mas é que essa casa tem uma fama desgraçada, compadre....
         — O que tem isso, Chico? Pois a gente não tem medo de assombração.
         — Ah! É mesmo compadre! Então vamos.
         E foram. Entraram sem abrir a porta, porque não tinha porta mais, nem janela.
         Mas entraram com muita precaução, espiaram pra dentro, foram andando de manso, chegaram no centro da casa, juntaram uns gravetos, e tal, e fizeram fogo.
         O fogo eles disseram, lá entre eles, que era para esquentar o corpo, mas eu desconfio que era pra espantar as almas do outro mundo. Porque, francamente, eles não estavam muito firmes, não. Coragem eles tinham e bastante, mas, numa hora dessas, num lugar assim de má fama, meia-noite, aquela chuva torvando, aquela casa escangalhada, a gente fica mesmo meio esquerda. Mas eles estavam ali, firmes.
         De repente, um barulhinho esquisito, que nem gente que pisa disfarçado. Os dois estavam agachados na frente do foguinho, nessa hora arregalaram os olhos, ficaram escutando pro lado do barulho, que era no vão da porta.
         Pra dizer a verdade, estavam com os olhos deste tamanho, olhavam um pro outro e depois pra porta. Outro barulhinho mais perto e apareceu uma sombra se mexendo na porta. Nhô Bê puxou a faca da cintura. Chico segurou a “pernambucana” e ficou pronto pra enfrentar o bicho. Mas, porém, o bicho não era “aquele bicho”. Era um franguinho. O pobre vinha todo molhado, pingando chuva, querendo encontrar um cantinho para se esquentar. Aquilo foi um contentamento pros dois, um alívio pra eles, até para mim que não tinha nada com o caso. Não que lês tivessem medo, mas, numa hora daquelas, aquele barulho na porta, um negócio assim que vinha agachado pro lado deles, era mesmo pra gente arregalar os olhos e parar a respiração.
         — Está vendo, Chico, se a gente tivesse medo podia até morrer de susto agora, pois é só um franguinho.
         — Pois é, compadre, um franguinho, um franguinho, compadre...
         O franguinho veio vindo, chegou perto do fogo, chacoalhou as asas, esticou o pescoço pra cima, fez assim uma carinha de gente e falou pros dois com voz de trovão:
         — PUXA VIDA, COMO ESTÁ CHOVENDO, NÃO?
Que baita susto Nhô Bê e seu compadre levaram quando aquele franguinho apareceu e falou, não? Dá até vontade de rir, quando imaginamos a reação que eles devem ter tido. Você também achou graça? O que você imagina que os dois fizeram quando ouviram o franguinho falar com carinha de gente e voz de trovão?

1. Em que lugar Nhô Bê e Chico foram parar justamente naquela hora da noite! Já pensou?

a. Escreva todos os adjetivos, locuções adjetivas ou expressões que o autor utilizou para caracterizar a noite em que aconteceu essa história.

b. Agora faça o mesmo com relação à tapera. Escreva os adjetivos, locuções adjetivas ou expressões que o autor usou para caracterizar esse lugar.

c. O autor poderia simplesmente ter escrito: “Era uma noite de tempestade” e “Era uma tapera abandonada”. No entanto ele preferiu escrever muitos detalhes sobre o lugar e sobre a noite em que se passa a história. Qual você acha que era o objetivo dele?

2. Releia o seguinte trecho do nono parágrafo:

“Eu estava orgulhoso de ver dois bravos com essa coragem formidável, isso sim, era gente pra pôr num conto, até dava gosto lidar com eles.”

Ao ler esse trecho, várias perguntas nos surgem. Veja como você entende cada uma delas e responda:

a.  Quem é esse “eu” que está falando nesse parágrafo?

b. Você acha que o narrador desse texto está só contando na história de outras pessoas ou ele também é uma personagem dessa história?

c. Observe que o narrador faz comentários, dá sua opinião, diz o que sente, o que pensa sobre as personagens e os acontecimentos nesse trecho e ao longo do texto. Você acha que esse modo de contar é importante para a história? Por quê?

3. Somente no décimo parágrafo, quando as duas personagens já estavam em frente à casa, é que o autor descreve a forma como o “defunto Miguelângelo” foi morto.
Por que justamente nesse momento é que o autor faz essa descrição?

4. Observe bem o diálogo travado entre Nhô Bê e Chico na porta da casa do defunto Miguelângelo:

“­_ Acho que é melhor a gente entrar na casa e esperar passar a chuva, Chico.
_Mas  é que essa casa tem uma fama desgraçada, compadre...
_ O que tem isso, Chico? Pois a gente não tem medo de assombração.
_ Ah! é mesmo, compadre! Então vamos.”

a. Você acha que Nhô Bê  tinha medo de assombração? O que você observou no trecho para concluir isso?

b. E o Chico, tinha ou não medo de assombração? O que  observou no trecho para concluir isso?

c. E você, leitor, também não acredita  “nessas bobagens”, não?

5. Depois daquela conversa, o autor nos fala de “um barulhinho esquisito, que nem gente que pisa disfarçado”. Releia o início do vigésimo parágrafo:

“ Pra dizer a verdade, estavam com os olhos deste tamanho, olhavam um pro outro e depois pra porta. Outro barulhinho mais perto e apareceu uma sombra se mexendo na porta.”

a. Que emoção das personagens é revelada pela expressão “olhos deste tamanho”?

b. Se o dois que eram tão valentes, ficaram assim..., como é que nós leitores, nos sentimos ao ler esse trecho?

6. Depois de tanta expectativa, das duas personagens e nossa, descobrimos que se tratava apenas de um franguinho. O que nós, leitores, sentimos quando descobrimos isso?

7. No antepenúltimo parágrafo do texto. Chico Diz a Nhô Bê:

“_ Pois é , compadre, um franguinho, um franguinho, compadre”

a. Que emoção do Chico está traduzida nesse trecho?

b. O autor poderia ter escrito:

“_ Pois é, compadre, era só um franguinho.”

Mas a emoção traduzida seria a mesma?

c. Observe a forma como o autor escreveu essa fala do Chico. Que recursos ele utilizou para traduzir a emoção da personagem?

8. Você esperava por esse final?



Bibliografia:

Construindo a Escrita - Língua Portuguesa - Textos, gramática e ortografia
Carmem Silvia Carvalho, Deborah Panachão, Sarina Kutnikas, Silvia Salmaso
Editora Ática 





segunda-feira, 26 de maio de 2014

Adeus trema

                    Despedida do TREMA

Estou indo embora. Não há mais lugar para mim. Eu sou o trema. Você pode nunca ter reparado em mim, mas eu estava sempre ali, na Anhangüera, nos aqüíferos, nas lingüiças e seus trocadilhos por mais de quatrocentos e cinqüentas anos. 

Mas os tempos mudaram. Inventaram uma tal de reforma ortográfica e eu simplesmente tô fora. 
Fui expulso pra sempre do dicionário. Seus ingratos! Isso é uma delinqüência de lingüistas grandiloqüentes!... 

O resto dos pontos e o alfabeto não me deram o menor apoio... A letra U se disse aliviada porque vou finalmente sair de cima dela. O dois pontos disse que sou um preguiçoso que trabalha deitado enquanto ele fica em pé. 

Até o cedilha foi a favor da minha expulsão, aquele C bobão que fica se passando por S e nunca tem coragem de iniciar uma palavra. E também tem aquele obeso do O e o anoréxico do I. Desesperado, tentei chamar o ponto final pra trabalharmos juntos, fazendo um bico de reticências, mas ele negou, sempre encerrando logo todas as discussões. Será que se deixar um topete moicano posso me passar por aspas?... 

A verdade é que estou fora de moda. Quem está na moda são os estrangeiros, é o K e o W, "Kkk" pra cá, "www" pra lá. 

Até o jogo da velha, que ninguém nunca ligou, virou celebridade nesse tal de Twitter, que aliás, deveria se chamar TÜITER. Chega de argüição, mas estejam certos, seus moderninhos: haverá conseqüências! 
Chega de piadinhas dizendo que estou "tremendo de medo". Tudo bem, vou-me embora da língua portuguesa. 

Foi bom enquanto durou. Vou para o alemão, lá eles adoram os tremas. E um dia vocês sentirão saudades. E não vão agüentar!... 

Nós nos veremos nos livros antigos. Saio da língua para entrar na história.

Adeus, 

O Trema.

http://www.amigosdolivro.com.br/lermais_materias.php?cd_materias=8722&friurl=:-Despedida-do-TREMA-:

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domingo, 9 de fevereiro de 2014

Elementos da Narrativa


EE Profª  Margarida Maia de Almeida Vieira

Atividade de Leitura  - Elementos da Narrativa – 6º Ano / 2013

                                                        Os homens do ar


Em sua prisão, Dédalo continuava a trabalhar. Porém, cansado dessa estadia forçada em Creta e querendo voltar para Atenas, pôs o filho a par de suas intenções:
“Minos pode nos fechar os caminhos da terra e das águas, mas o dos céus permanece aberto. É por ele que iremos. Minos pode ser senhor de tudo, menos do ar!”
Tratou então de inventar uma nova arte que iria proporcionar ao homem meios antes nunca experimentados. Arrumou numa linha, regularmente, penas de pássaros, alternando as curtas e as compridas. Grudou todas elas com cera e depois as curvou de leve para imitar as asas dos pássaros. O jovem Ícaro ajudava desajeitadamente seu pai nessa delicada montagem. Dois pares de asas saíram das mãos do artesão. Pai e filho as prenderam aos ombros. Milagre! Bastava agitá-las para sair do solo.
Essa sensação nova encantou o jovem Ícaro. Antes de levantar voo, Dédalo beijou o filho e lhe fez as últimas recomendações:
“Mantenha distância do oceano para que o ar úmido não torne suas asas pesadas demais. Mas também não vá muito alto, senão o calor do sol irá queimá-lo. Voe entre os dois e procure me seguir.”
Creta já ficara para trás, quando o rapaz quis ganhar um pouco de liberdade. Afastando-se do guia, voou mais alto, cada vez mais alto, na direção do sol ardente. O calor não demorou a amolecer a cera que unia as penas, e elas se soltaram e dispersaram ao sabor das correntes de ar quente. O garoto agitou os braços nus… Mas já não tinha apoio no ar. Seu corpo caiu pesadamente e desapareceu nas profundezas do oceano. Ele mal teve tempo de gritar o nome do pai. Dédalo se virou tarde demais. Lá embaixo, viu a água escura marcada por um ponto de espuma. Amaldiçoou seu invento e deu cabo dele assim que chegou a Atenas.

POUZADOUX, Claude. Contos e lendas da mitologia grega.

Leia o texto e analise os elementos da narrativa: 

• Tipos de narrador

• Enredo

• Lugar

• Tempo


• Personagem