domingo, 22 de junho de 2014

Análise Textual - 6º ano

EMEF Prof. Fernando Pantaleão

  Língua Portuguesa - leitura e análise textual  - 2º Bimestre2014  - 6º Ano

  Aluno: ...........................................Nº: ..........Série: ..........Data: ....................... 

LOUCO SENTADO NO MURO



Ricardo Azevedo
           
          Era noite escura. Um carro vinha passando na frente de um hospício. De repente, o pneu furou. Descendo do carro, o motorista abriu o porta-malas e pegou o pneu reserva. Depois, com o macaco, tirou o pneu furado e colocou os parafusos numa latinha. Quando colocava o pneu reserva na roda, passou um automóvel em alta velocidade atirando a latinha longe.
            O sujeito ficou parado um tempão procurando os parafusos, mas não achou nada. Desanimado, sentou-se na calçada sem saber o que fazer. Sem os parafusos, como iria prender o pneu? O pior: uma garoinha fria e fina começava a cair.
            Estava assim quando escutou o barulhinho.
            —Psiu, moço.
            Era um louco sentado no alto do muro do hospício. Vestia um pijama listrado, tinha uns óculos desenhados no rosto e um penico enterrado na cabeça.
            —Furou o pneu a?
            O homem do carro não queria puxar conversa, mas, por educação, achou melhor responder:
            —Furou, e o pior é que os parafusos sumiram.
            O louco coçou a orelha com um espanador.
            —Mas isso é muito simples!
            —Lá vem besteira – pensou o homem.
            — Primeiro – explicou o louco – o senhor tira um parafuso de cada pneu; depois prende o pneu novo com os três parafusos. Com um parafuso a menos em cada roda, dá para andar muito bem. Amanhã, logo cedo, o senhor procura uma loja, compra um jogo de parafusos novos e o assunto está resolvido.
            O homem ficou admirado. A ideia era muito boa. Em pouco tempo, o carro estava pronto pra continuar a viagem.
Antes de partir, agradecido, o homem do carro quis saber:
            —Desculpe a pergunta, mas... você não é louco?
            —Sou – respondeu o outro, picando uma nota de cinco reais com a tesoura.
            — Como conseguiu ter uma ideia tão boa?
            O louco sorriu:
            — Sou louco, mas não sou burro!

 Ricardo Azevedo. Você me chamou de feio, sou feio mas sou dengoso. Fundação Cargill – Coleção Fura-Bolo, 1999. p. 12-13.

VOCABULÁRIO


1) Encontre, no texto, um sinônimo para a palavra “chuva”.

2) O termo “macaco” é empregado, no texto, com qual dos sentidos abaixo?

a. (   ) mamífero do grupo dos primatas  b.  (   ) ferramenta para levantar grandes pesos

ATIVIDADES

1) Ordene as ações abaixo conforme os fatos são narrados no texto:

(   ) O louco deu a sugestão ao personagem de usar três parafusos em cada roda.
(   ) O personagem aceitou a sugestão e o carro voltou a andar.
(   ) De repente, o pneu furou. Ao trocá-lo, o personagem perdeu os parafusos.
(   )  Em uma noite escura, um carro passava em frente a um hospício.
(   ) O louco disse que era louco mas não burro.

2) Quem são os personagens envolvidos no conflito?

3) Como é descrito o louco?

4) Por que o homem pensou “Lá vem besteira”?

5) Por que o homem ficou admirado?

6) A solução da história parte de um determinado personagem que personagem é esse? Por que esse fato torna-se engraçado?

7) Há uma expressão que nos remete ao momento em que tudo acontece. Qual é essa expressão?


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