sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

EMEF Prof Fernando Pantaleão
Atividade Diagnóstica -  Leitura e Análise textual 
9os. Anos A/B  - 1º.  Bimestre 2017

Texto I

      Sociedade

O homem disse para o amigo:
_ Breve irei a tua casa
E levarei minha mulher

O amigo enfeitou a casa
E quando o homem chegou com a mulher,
Soltou uma dúzia de foguetes.

O homem comeu e bebeu.
A mulher bebeu e cantou.
Os dois dançaram.
O amigo estava muito satisfeito.

Quando foi hora de sair,
O amigo disse para o homem:
_ Breve irei a tua casa.
E apertou a mão dos dois.

No caminho o homem resmunga:
_Ora essa, era só o que faltava.
E a mulher ajunta: _ Que idiota.

_ A casa é um ninho de pulgas.
Reparaste o bife queimado?
O piano ruim e a comida pouca.

E todas as quintas-feiras
Eles voltam à casa do amigo
Que ainda não pôde retribuir a visita.

(Carlos Drummond de Andrade)

O texto em estudo

1.Ao narrar a visita de um casal à residência de uma amigo, o poema apresenta situações que envolvem o relacionamento entre eles,

a.Até a quarta estrofe, o que se pode supor com relação à amizade que existe entre os três personagens?

b. O que sugerem os versos a seguir?

“O homem comeu e bebeu./ A mulher bebeu e cantou./ os dois dançaram.”

c. Os comentários do casal, na quinta estrofe, foram coerentes com as atitudes demonstradas quando ainda estavam na casa do amigo? Por quê?

2. o poema apresenta outro elemento-surpresa que vai de encontro à expectativa do leitor. Qual?

3. A palavra sociedade diz respeito às relações entre as pessoas.

a. O que se pode inferir da relação que o casal mantinha com o anfitrião?
b.Como você avalia a posição do dono da casa nessa relação?
c. Se a visita não tinha sido agradável, por que o casal voltou a visitá-lo?

4. Que aspecto das relações humanas o poema critica?

Texto II

Cão ! Cão! Cão!

Abriu a porta e viu o amigo que há tanto não via. Estranhou apenas que ele, amigo, viesse acompanhado de um cão. Cão não muito grande, mas bastante forte, de raça indefinida, saltitante e com um ar alegremente agressivo. Abriu a porta e cumprimentou o amigo com toda efusão. “Quanto tempo!” o cão aproveitou as saudações, se embarafustou casa adentro e logo o barulho na cozinha demonstrava que ele tinha quebrado alguma coisa. O dono da casa encompridou um pouco as orelhas, o amigo visitante fez um ar de que a coisa não era com ele. “Ora, veja você, a última vez que nos vimos foi...” “Não, foi depois, na...” “E você, casou também?”. O cão passou pela sala, o tempo passou pela conversa, o cão entrou pelo quarto e novo barulho de coisa quebrada. Houve um sorriso amarelo por parte do dono da casa, mas perfeita indiferença por parte do visitante. “Quem morreu definitivamente foi o tio... Você se lembra dele?” “Lembro, ora, era o que mais...não?” o cão saltou sobre um móvel, derrubou o abajur, logo trepou com as patas sujas no sofá (o tempo passando) e deixou lá as marcas digitais de sua animalidade. Os dois amigos tensos, agora preferiram não tomar conhecimento do dogue. E, por fim, o visitante se foi. Se despediu, efusivo como chegara, e se foi. Se foi. Se foi. Mas ainda ia indo, quando o dono da casa perguntou: “Não vai levar o seu cão?” “Cão? Cão? Cão? Ah, não! Não é meu, não. Quando eu entrei, ele entrou naturalmente e eu pensei que fosse seu. Não  é seu, não?”

MORAL: QUANDO NOTAMOS CERTOS DEFEITOS NOS AMIGOS DEVEMOS SEMPRE TER UMA CONVERSA ESCLARECEDORA.

                                                                         MillôrFernandes
Questões Textuais

1.Que fato desencadeia todos os acontecimentos narrados pelo cronista?
2. Por que o dono da casa não questionou o amigo sobre o cachorro?
3. A entrada intempestiva do cão causou certo mau-estar no dono da casa que a certa altura da visita, deu um sorriso amarelo. Qual a causa dessa reação?
4. Por que” Os dois amigos, tensos, agora preferiram não tomar conhecimento do dogue?”
5. Diante da bagunça do cão pela casa, o que um amigo estaria pensando a respeito do outro?

6. O que garante o tom humorístico ao texto?

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